
Chamado de Protocolo de regulação do acesso: Plano de Contingência para Internações Hospitalares por Covid-19, o documento tem circulado entre médicos do Estado, mas não foi confirmado pela Sesa.
O material estabelece que, no caso de vagas em UTI, a prioridade número 1 é para pacientes críticos, que necessitam de monitaramento intensivo do quadro.
Já na prioridade 2, dos pacientes que devem ser “evitados”, estão aqueles críticos, mas que têm uma probabilidade reduzida de sobrevida pela doença de base (como câncer) ou por sua doença aguda.
Na prioridade 3, dos pacientes que não devem ser encaminhados para a UTI, estariam aqueles com morte iminente e doença preexistente grave avançada (terminal).
Sobre o documento, a Sesa informou que alguns protocolos para inserção de pacientes em UTI estão sendo padronizados, e outros, reavaliados. Disse que ele está em fase de validação.
A Sesa frisa que está investindo na expansão de leitos, ampliando a capacidade de atendimento e trabalhando para garantir que não haja comprometimento no atendimento, mas que há um limite.
O secretário da Saúde, Nésio Fernandes, destacou que estão sendo atualizados protocolos já existentes, padronizando para a rede pública. “Também poderão ser utilizados pela rede privada e filantrópica”.
Ele explicou, ainda, que o protocolo irá definir os critérios de gravidade, destinando os recursos para aqueles que precisam, seja para atenção primária, domicilar, urgência e emergência, ou internação em enfermaria e UTI.
Um intensivista que atua em UTI no Estado afirmou que o protocolo tem circulado no meio médico e que está dentro do que a literatura médica preconiza e o que, na prática, já tem sido adotado.
Ele ressaltou que está dentro do praticado na área chamada medicina de catástrofes ou de áreas remotas, quando não se tem muitos recursos. Deu como exemplo, o atendimento do Samu, em cenário de múltiplas vítimas. Nesse caso, a prioridade é para aqueles pacientes com mais chances de sobreviver.
O médico frisou que, apesar de ser uma realidade difícil, momentos críticos exigem tomar decisão entre empregar os recursos disponíveis para aqueles com mais chance de sobrevida. Disse, ainda, que já há critérios para internação, mas não documentado oficialmente.