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Polícia vai coletar material genético de parentes de pessoas desaparecidas

A Polícia Civil do Espírito Santo vai contribuir com materiais genéticos de familiares de capixabas desaparecidos, para auxiliar o Banco Nacional de ...

Equipe trabalha na análise de materiais genéticos

Última atualização

A Polícia Civil do Espírito Santo vai contribuir com materiais genéticos de familiares de capixabas desaparecidos, para auxiliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos. Este banco é um sistema nacional que reúne dados de pessoas que estão desaparecidas no país, gerido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Por ano, mais de 80 mil pessoas desaparecem no Brasil. Somente no ano de 2021 no Espírito Santo, 138 pessoas (entre adultos, crianças e adolescentes) desapareceram entre janeiro e abril. Deste total 38 continuam desaparecidos. As regiões com mais casos de desaparecimento (em 2021) são Cariacica (35), Serra (29) e Vitória (23).

Equipe trabalha na análise de materiais genéticos (Foto: Divulgação / PCES)

Segundo a Polícia Civil, quando ocorre a notificação do desaparecimento de uma pessoa, ou quando um cadáver é encontrado, os dados deste banco podem ser utilizadas ferramentas para auxiliar no processo de investigação e identificação. Outra ferramenta é o exame de DNA. Esses recursos possibilitam a comparação de restos mortais não identificados ou de pessoas de identidade desconhecida com amostras-referência de familiares de pessoas desaparecidas.

Como funciona

De acordo com a Senasp, parentes de pessoas desaparecidas, preferencialmente de primeiro grau (pai e mãe, filhos, irmãos) ou pessoas com quem a desaparecida tenha tido filhos, serão incentivadas a fornecerem mostras do próprio material genético, que é obtido de forma indolor. Familiares e pessoas próximas também podem entregar itens pessoais pertencentes à pessoa desaparecida, tais como escova de dentes ou cabelo; óculos, aparelho ortodôntico; dente de leite; aparelho de barbear; aliança e outros objetos nos quais os técnicos possam encontrar material genético.

No Espírito Santo, o cadastro poderá ser feito por pessoas que tenham um familiar desaparecido há mais de 30 dias e que tenham registrado Boletim de Ocorrência comunicando o desaparecimento à Polícia Civil.

O agendamento deve ser feito pelo whatsapp do Departamento Médico Legal, no número (27) 3225-8260. No momento do contato, o familiar será informado sobre a data, horário e local da coleta de amostra, que é feita por método indolor, com um simples esfregaço na mucosa da bochecha. A polícia reforçou que o perfil genético obtido não será utilizado para nenhum outro fim, além da identificação do parente desaparecido.

Caso o dado genético seja compatível, a informação será levada à Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD) e ao Departamento Médico Legal (DML). Se a busca resultar em possível parentesco com dados de uma pessoa viva, a família será comunicada sobre a localização da pessoa. Se houver resultado positivo para alguém falecido, o DML fará contato com a família, para realizar os procedimentos legais.

Atualmente, o Banco de Perfis Genéticos do Espírito Santo tem 16 famílias cadastradas e 170 amostras de restos mortais não identificados. Em todo o Brasil, os Bancos de Perfis Genéticos têm mais de 2600 famílias e 3200 perfis genéticos de restos mortais registrado

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