
O anúncio sobre o racionamento havia sido feito após a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2021-2022, no Palácio do Planalto. Ele disse ter recebido a informação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em uma reunião na semana passada. Albuquerque vinha negando a hipótese de racionamento.
“O ministro Bento esteve comigo, fazendo análise de cenário, garantindo que nós não vamos ter nenhum problema com apagão, mas vamos ter que ter um período educativo de algum racionamento para não ter nenhum tipo de crise maior”, disse Lira em entrevista no Palácio do Planalto.
Horas depois, o presidente da Câmara postou a seguinte mensagem em suas redes sociais.
Falei há pouco com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que esclareceu que a Medida Provisória não irá trazer qualquer comando relativo ao racionamento de energia. Será feito o incentivo ao uso eficiente da energia pelos consumidores de maneira voluntária.
— Arthur Lira (@ArthurLira_)
A medida provisória a que Lira se referiu prevê ampliar os poderes do Ministério de Minas e Energia na gestão dos recursos hídricos, incluindo os reservatórios das hidrelétricas.
O governo prepara ações de enfrentamento ao atual período de escassez de chuvas, que é o mais intenso em 91 anos, e afeta o volume dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), os reservatórios de hidrelétricas de Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por 70% da energia gerada no país, devem atingir em novembro o menor nível em 20 anos.