Foram mais de três meses com mais de 1.000 pessoas internadas em hospitais, após serem infectadas pelo coronavírus. No entanto, nesta sexta-feira (18), o Espírito Santo registrou o menor número de pacientes hospitalizados com Covid-19 desde março deste ano.
Os dados do Painel Ocupação de Leitos, gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), mostra que 975 pessoas estão internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e de enfermaria nos hospitais capixabas tratando da doença.
Atualmente, 591 pessoas estão internadas em UTI’s e 384 em enfermarias no Estado. A taxa de ocupação desses leitos – somando unidade intensiva e enfermaria – é de 52,39%, conforme os dados da Sesa.
O levantamento demonstra que esse é o menor número desde o dia 3 de março deste ano, quando 965 pacientes estavam sob cuidados médicos nos hospitais do Estado.
Após essa data, essa quantidade de internações começou a subir, superou a barreira de 1.000 internações e chegou ao máximo nos dias 11 e 16 de abril, com 1.696 pacientes internados em UTI’s e enfermarias públicas ou privadas – no caso dos hospitais particulares e filantrópicos que dos quais o governo comprou leitos para receber pessoas da rede pública.
Na quarta-feira (16), pela primeira vez, depois mais de três meses, o número de pessoas internadas com Covid-19 ficou abaixo de 1.000 no Estado.
Um dos fatores que podem ajudar a entender essa redução é a vacinação. Até a noite desta sexta (18), 1.805.254 doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas no Estado, contabilizando primeira e segunda dose.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (18), ao anunciar o novo mapa de risco, o governador Renato Casagrande destacou que as internações estão diminuindo no Estado, porém frisou que os cuidados e protocolos ainda devem ser seguidos.
“Hoje, o Espírito Santo esta em um posição melhor, quando comparado a outros estados, mas isso não significa que resolvemos a pandemia. Estamos indo bem na vacinação. As vacinas que chegam ao Estado, logo distribuímos aos municípios e os municípios estão aplicando rapidamente, mas a pandemia não acabou. Estamos perdendo quase 20 pessoas por dia na média móvel de 14 dias. Caímos bastante o número de pessoas que perdem a vida por dia, mas ainda é um número de nos assustar e entristecer”, afirmou ele.
