A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) não vai misturar as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca na imunização de grávidas. A orientação é que aquelas gestantes que receberam a AstraZeneca, na primeira dose, antes da aplicação ser suspensa no País, aguardem o fim da gravidez para completar o esquema vacinal com o mesmo fármaco.
Nesta terça-feira (29), a Prefeitura de Rio de Janeiro anunciou a autorização para grávidas, que receberam a primeira dose da AstraZeneca, possam completar a imunização recebendo a vacina da Pfizer na segunda dose. Dessa forma, o Rio se tornou a primeira capital do País a adotar a combinação de imunizantes.
A decisão foi tomada junto ao comitê científico da cidade que se apoiou em resultados de estudos internacionais demonstram que a mistura desses dois imunizantes traz eficácia no combate ao vírus, segundo o G1.
Apesar dos estudos e da decisão da prefeitura do Rio, no Espírito Santo, a Sesa vai seguir a recomendação do Ministério da Saúde e não vai misturar vacinas.
“Hoje, a orientação do Ministério da Saúde é que essas mulheres que receberam a primeira dose da vacina AstraZeneca, aguarem 45 dias após o parto para receber a segunda dose”, explicou a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo,
No caso das gestantes e puérperas (mulheres que tivera filho há 45 dias), que ainda não receberam a primeira dose da vacina, a orientação é que elas sejam imunizadas com a Pfizer, que não é desenvolvida com a tecnologia de vetor viral – a AstraZeneca tem esse tipo de sistema.
“No Espírito Santo, estamos adotando a vacina Pfizer para gestantes. Aquelas gestantes que já receberam a primeira dose com a vacina Pfizer ou Coronavac podem completar seu esquema com a segunda dose, conforme o intervalo habitual dessas vacinas”, informou a coordenadora.
A aplicação da vacina AstraZeneca em gestantes foi suspensa em maio, após caso de reação adversa ao imunizante.
