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Covid | Advogada recebe alta após internação em UTI: “Deus me deu uma nova chance”

Mais de 10 dias após a alta do hospital, onde ficou 12 dias internada por complicações da Covid-19, a advogada, professora e procuradora municipal, ...

Covid | Advogada recebe alta após internação em UTI: “Deus me deu uma nova chance”
- Advogada Flávia Marchezini: “Só tenho a agradecer todo apoio que tive”

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Advogada Flávia Marchezini: “Só tenho a agradecer todo apoio que tive” (Foto: Leone Iglesias/at)

Mais de 10 dias após a alta do hospital, onde ficou 12 dias internada por complicações da Covid-19, a advogada, professora e procuradora municipal, Flávia Marchezini, 44 anos, só tem motivos para agradecer. “Deus me deu uma nova chance de fazer mais. No País, são mais de 500 mil pessoas que não tiveram essa oportunidade”.

A procuradora contou que começou a apresentar sintomas como coriza e espirros no dia 31 de maio. “No dia, não imaginei que fosse Covid, mas uma alergia ou mudança de tempo. No dia seguinte consegui marcar para tomar a primeira dose da vacina, aplicada no mesmo dia. Tive febre, dor no corpo e tosse, mas achei que era reação da vacina”.

Como os sintomas persistiram, Flávia resolveu buscar atendimento e foi diagnosticada. “Me isolei, mas depois de alguns dias a saturação começou a cair”.

Ela foi a um hospital em Vila Velha e, depois, transferida para o Hospital Santa Rita, em Vitória.

“Como a tomografia já apontou um comprometimento de mais de 50% do pulmão, fui direto para a UTI. A evolução foi muito rápida”.

“Só não fui intubada porque minha irmã, que é médica em Salvador (Bahia), veio para me acompanhar e falou sobre a possibilidade de uso do cateter de alto fluxo. Alugamos o equipamento e usei por seis dias. Era como ter um jato de ar quente e forte o tempo todo no nariz”.

Apesar de já ter ficado internada em UTI com dengue hemorrágica há alguns anos, a internação pela Covid foi ainda mais difícil. “Foram os piores dias da minha vida. Me preocupava com minhas filhas, pois meu marido também estava com a doença. Por sorte tinha profissionais da saúde na família, que me acompanharam”.

Para ela, que não tem comorbidades, a experiência fez com que repensasse o ritmo de vida, muito intenso, além da questão da espiritualidade. “Fiz minhas orações. Tenho um vínculo forte com Nossa Senhora e pedi que ela me cobrisse com seu manto, pois eu precisava sair dali”.

Flávia acredita que o restabelecimento da sua saúde é sinal que Deus tem propósitos para ela.

“Ainda estou em recuperação. Me canso facilmente, pois perdi muita massa magra. Mesmo assim, só tenho a agradecer todo apoio que tive, mensagens de carinho. Isso é importante para a recuperação, pois temos de fazer o isolamento físico, mas não podemos deixar de estar presente de outras formas para quem amamos”, afirmou.
 

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