Bares poderão ficar abertos durante a madrugada em Vitória, Viana e na Serra, a partir de hoje. Com a classificação do novo mapa de risco, esses municípios entraram em risco baixo de contaminação da Covid-19, o que permite a flexibilização das atividades até o dia 4 de julho.
No risco alto, onde estavam antes, bares e restaurantes só podiam funcionar de segunda a sexta, das 10h às 22h, e no domingo até às 16 horas. Agora, os estabelecimentos podem passar a funcionar sem limites de horários.
Para isso, no entanto, precisam respeitar protocolos de distanciamento e higiene.
Em outros 20 municípios, também com risco baixo, os bares podem abrir suas portas durante a madrugada, entre eles Colatina, Santa Maria de Jetibá e Barra de São Francisco.
Apenas duas cidades estão no risco alto de transmissão do coronavírus: Mantenópolis e Anchieta. Já no risco moderado, estão 53 municípios capixabas, incluindo Vila Velha e Cariacica, que estavam no mesmo grupo antes.
Quem comemorou a flexibilização foi a proprietária do Bar da Zilda, no Centro de Vitória, Zilda Antônia de Aquino. “Meu público acaba vindo mais de madrugada, então eu não via a hora disso acontecer. Vivo só do meu bar, estava complicado segurar as pontas”, disse.
Zilda ainda defendeu que a maioria dos clientes têm respeitado as medidas de segurança. “Eles estão conscientes, porque sabem que todos nós perdemos com o crescimento dos casos”, disse.
Dono do Quiosque do Cabeça, na Serra, o empresário Enzo Pinheiros declarou que, com a liberação, pretende contratar mais funcionários nos próximos dias. “Acredito que vamos ter um bom movimento, o que deve exigir mais mão de obra”, afirmou.
O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares), Rodrigo Vervloet, salientou que a diminuição das restrições é uma vitória para o setor, mas também lamentou pelos municípios que não estão em risco baixo.
“Nossa reivindicação é pelo retorno imediato às atividades sem restrições de horários, em todo o Estado. Não faz sentido aplicarmos as mesmas restrições do início da pandemia”, defendeu.