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Espírito Santo avalia exigir título de eleitor para evitar “turismo da vacina”

O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que o Espírito Santo está analisando algumas medidas para conter o "turismo da vacina", ...

Espírito Santo avalia exigir título de eleitor para evitar “turismo da vacina”
- Atendimento em ponto de vacinação em Vitória: expectativa por chegada de doses do imunizante da Johnson

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Atendimento em ponto de vacinação em Vitória (Foto: Dayana Souza/AT)

O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que o Espírito Santo está analisando algumas medidas para conter o “turismo da vacina”, quando pessoas viajam de seu estado para outro, apenas para se vacinar contra a Covid-19. Entre elas, a exigência do Título de Eleitor na hora da vacinação.

De acordo com Nésio, o movimento acontece porque o Espírito Santo está avançado no processo de vacinação contra o vírus, especialmente nos grupos etários que ainda não estão sendo alcançados pela imunização nos outros estados. 

“Do ponto de vista legal, não há nenhuma infração ao Código Penal. No entanto, os estados que acabam tendo uma maior pressão nesse tipo de acesso ao turismo de vacina acabam tendo um prejuízo na sua cobertura vacinal. Caso esse tipo de atividade assuma grande proporção, nós podemos acabar perdendo a parte da distribuição das vacinas destinadas ao Espírito Santo pela proporcionalidade populacional, dentro dos cálculos do Plano Nacional de Imunização (PNI)”, explicou o secretário.

Por conta dessa possibilidade, Nésio afirmou que algumas estratégias estão sendo estudadas dentro da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Entre elas, estão a exigência do Título de Eleitor no momento da vacinação, e a conclusão do Sistema Estadual de Agendamento Único no Espírito Santo, que vai permitir o bloqueio de endereços de IP de outros estados.

Além disso, o aplicativo que vai unificar o agendamento da vacinação contra a Covid-19 em todo o Estado, também vai impedir que moradores agendem para se vacinar em municípios diferentes do que residem.

De acordo com o secretário essa nova aplicação vai servir tanto para registro, estoque e agendamento e estava prevista para iniciar nesta semana. Além disso, também vai ser utilizada para o gerenciamento de outras vacinas cobertas pelo PNI, como a da gripe. 

No entanto, Nésio explicou que os municípios, que na semana passada já iniciaram um processo de treinamento, solicitaram que a Sesa atrasasse a estreia. “Então entre os dias 7 e 9 de julho devem iniciar o uso da nova aplicação que vai padronizar o agendamento e a gestão da vacinação contra a Covid-19”.

“Existem uma série de soluções restritivas que o governo do Estado avalia para reduzir o risco de termos vacinas destinadas a imunizar residentes do Espírito Santo sendo, em grande parte, consumidas pelo turismo da vacina”, complementou. 

O secretário ainda ressaltou que, se o alcance da imunização de pessoas de outros estados tivesse uma ocorrência pequena, não haveria necessidade da adoção de nenhuma medida mais rígida, no que diz respeito ao agendamento da vacinação.

“No entanto, na medida em que se percebe que esse fenômeno assume grande proporção nós podemos avaliar adotar as medidas citadas ou outras para poder restringir o acesso da vacinação por pessoas que praticam o turismo da vacina”, finalizou.

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