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Policial militar é suspeito de agredir frentista em posto de Jardim Camburi

Um policial militar de folga está sendo acusado de agredir, com coronhadas na cabeça, um frentista de 23 anos. O caso aconteceu na manhã desta ...

1ª Delegacia Regional de Vitória

Última atualização

1ª Delegacia Regional de Vitória (Foto: Kananda Natielly)Um policial militar de folga está sendo acusado de agredir, com coronhadas na cabeça, um frentista de 23 anos. O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (1º), em um posto de combustível que fica na rodovia Norte Sul, em Jardim Camburi, Vitória.

Ainda com lágrimas dos olhos, o frentista contou que estava se preparando para começar o turno de trabalho quando foi surpreendido pelo policial.

“Eu ia começar a trabalhar 6h. Quando deu umas 5h50 eu desci, já uniformizado, e fui tomar água. Acendi um cigarro para mim e apareceu um rapaz, saindo da lojinha, e pediu para acender um cigarro. Eu fui e dei a ele. O policial estava na lojinha bebendo. Ele olhou para nós dois, entrou no carro e veio em nossa direção”, relatou o frentista, que preferiu não se identificar.

De acordo com a vítima, o militar não anunciou que era da polícia e já saiu do carro armado. “Sem perguntar nada ele gritou: Vocês estão traficando aqui? Não me deixou nem responder, veio com a arma me deu uma coronhada na cara, outra na cabeça. Me jogou na parede, o outro cara também”, disse.

O rosto do frentista começou a sangrar por conta da coronhada e chegou a sujar as paredes do posto. “Pegou meu uniforme e jogou dentro da água suja no chão, fez eu tirar minha botina. Só depois disso é que ele falou que era policial”, lembrou.

Funcionários e clientes começaram a se juntar em volta da cena, pensando que era uma briga. “Quando chegamos, perto ele estava armado, então a gente se afastou”, falou um funcionário, de 19 anos. “O policial estava xingando, bêbado, mandando ele ficar na parede. A gente até falou que ele era funcionário, mas não adiantou! Foi uma covardia”, completou.

A polícia foi chamada e os três – policial, frentista e o outro rapaz- foram levados até a 1ª Delegacia Regional de Vitória. Lá, apenas o frentista aceitou conversar com a imprensa. Os outros dois não quiseram se manifestar.

“Ele me humilhou. Disse que eu era traficante, jogou meu uniforme no chão. Eu deixei meus filhos em casa, sai na chuva e peguei ônibus para ele fazer isso comigo?”, questionou o frentista.

A Polícia Militar foi questionada e respondeu apenas que “tomou conhecimento do fato e aguarda toda a documentação da Polícia Civil para instaurar procedimento apuratório, uma vez que o policial militar estava de folga”.

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