O dia 7 de Setembro no Estado levou mais de 100 mil apoiadores do presidente Jair Bolsonaro às ruas ontem. O cenário foi preenchido pelas cores verde e amarelo e contou com pessoas de todas as idades.
Estimativa do Centro Integrado de Comando e Controle, divulgada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, aponta que entre 80 mil a 100 mil pessoas atravessaram a Terceira Ponte rumo à Praça do Papa, na Enseada do Suá. A travessia ficou totalmente interrompida por mais de quatro horas.
Coordenadora de um dos grupos organizadores, o Movimento Conservador do Espírito Santo, Alexandra da Silva, de 37 anos, disse que foram mais de 100 mil pessoas. “A Terceira Ponte chegou a estremecer!”, comemorou.
No Estado, houve manifestação em mais de 20 cidades, com trios elétricos, carreatas, motociatas, obstrução de pistas (algumas chegaram a ser bloqueadas).
Pilotando sua moto Chopper de Jardim Camburi até a Praça do Papa, em Vitória, o aposentado Cid Paulo Leal, de 75 anos, não escondia a alegria de participar do que chamou de “festa bonita da democracia”.
Seu desejo é que o Brasil continue decolando. Ele chegou a comparar os governos anteriores, dizendo que o País estava indo para o buraco. “Agora, o Brasil está avançando no comando de Bolsonaro (presidente) e estou na torcida para que continue melhorando ainda mais”.
Com a palavra liberdade na ponta da língua, a pequena Júlia Taylor Fuentes, de 10 anos, que estava acompanhada da família, não escondia a alegria de participar da festa verde e amarela. Ela vestia uma camisa com a mensagem: “Meu partido é o Brasil”.
Orgulhosa, sua mãe, a enfermeira Vanessa Soares de Oliveira, 36 anos, trabalhou a noite toda e fez questão de participar do ato ontem.
“Saímos da Serra, deixamos o carro no estacionamento de um shopping em Vitória, fomos para Vila Velha de Uber e atravessamos a Terceira Ponte a pé para defender a bandeira do Brasil e um futuro melhor para todos”.
Críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), com cartazes e gritos dizendo “Supremo é o povo”, muitos manifestantes — a maioria sem máscara — também defendiam armas de fogo, liberdade e um País livre de corrupção.
