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Cidades

Famílias querem investir mais em saúde e educação, diz pesquisa

Ainda administrando os efeitos da pandemia na rotina e nas finanças, muitas famílias da Grande Vitória já demonstram que educação e saúde estão entre ...

O casal Gilceellen de Oliveira, 29, e Jezian de Oliveira, e o filho

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O casal Gilceellen de Oliveira, 29, e Jezian de Oliveira, e o filho (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Ainda administrando os efeitos da pandemia na rotina e nas finanças, muitas famílias da Grande Vitória já demonstram que educação e saúde estão entre as prioridades de investimento no pós-pandemia.

Um levantamento da Empresa Júnior da Universidade Vila Velha (EJUVV) em parceria com A Tribuna revela que 98,1 % das famílias pretendem investir mais em educação e saúde no pós-pandemia.

O desejo maior é investir em cursos extras e na sonhada matrícula na faculdade. Na saúde, começar uma nova atividade física e adquirir um plano de saúde são os principais planos.

Saúde e educação são áreas que foram muito afetadas nas famílias por causa do isolamento social. Dos entrevistados, 70,8% precisaram reduzir as despesas com educação. Já na saúde, 41,6% tiveram de reduzir os gastos.

O professor da UVV e coordenador da pesquisa, Fabrício Azevedo, observa que o isolamento social afetou as finanças das famílias. “Acredito que um ponto é o fechamento de tudo por causa da quarentena, que colocou em risco o emprego de muita gente. Então, para garantir o básico, muitas famílias cortaram”.

A doutora em Educação Edna Tavares analisa que, para reduzir as despesas, muitos pais decidiram tirar os filhos da escola particular.

“Porém, com a retomada, mesmo lenta da economia, os pais optam pelo retorno. As pessoas lutam por educação diferenciada, por acreditarem que é o único caminho de ascensão”.

A pandemia modificou a vida, os hábitos, comportamentos e valores, levando as famílias a pensarem em investir em produtos e serviços que ampliem a capacidade e o potencial de educação, saúde e qualidade de vida, explica o médico clínico geral e psicólogo Roberto Debski.

“Quando os recursos externos são ameaçados, percebemos a necessidade e o potencial de investir em nossos recursos pessoais e internos, pois esses estarão conosco onde estivermos. Investir em educação, capacitações, novos mercados de trabalho, na saúde física e mental se tornou fundamental a médio e longo prazos”.

Filho vai para escola particular

O casal Gilceellen de Oliveira, 29, e Jezian de Oliveira, 28, decidiu que a educação do filho Arthur, de 5 anos, faz parte do plano de investimento da família para 2022.

O menino estuda na rede pública e vai entrar em uma escola particular, na modalidade integral. “Decidimos pela escola particular, pensando no futuro dele. Infelizmente, o ensino da rede pública ainda não é tão bom e, durante a pandemia, tivemos muitas dificuldades. Sabemos que, para ter um futuro melhor, temos de investir na educação. Mesmo tão pequeno, imagino que ele terá melhores oportunidades”, diz a mãe.


 (Foto: Jornal A Tribuna)

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