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Famílias cobram por buscas após barco com brasileiros naufragar

As famílias dos brasileiros que estavam em um barco que naufragou na Guiana Francesa, no final de agosto, cobram por buscas. A embarcação saiu de ...

Última atualização

As famílias dos brasileiros que estavam em um barco que naufragou na Guiana Francesa, no final de agosto, cobram por buscas. A embarcação saiu de Oiapoque, no Amapá.

Segundo o jornal O Globo, quatro pessoas foram resgatadas com vida e um corpo, ainda sem identificação, foi encontrado. A canoa clandestina estava com 24 passageiros.

Um dos desaparecidos é Raimundo de Souza Melo, 44 anos, que partiu para a Guiana em busca de trabalho.

A irmã, Ivonete de Souza Melo, contou para O Globo que “ele estava acostumado a viajar de canoa e ia para Guiana procurar trabalho. Ele fez essa viagem procurando melhor para a família dele, atrás de sobrevivência”.

Quem também viajou foi a jovem Ingridh de Souza Pereira, 29 anos. Ele decidiu sair do País após uma sobrinha passar uma temporada na capital da Guiana e conseguir juntar dinheiro.

Mãe de três filhos, Ingridh pretendia ficar por lá até o final do ano trabalhando como doméstica. Depois, retornaria para Santana, no Amapá, ainda de acordo com o jornal.

 (Foto: Freepik)

“Ela iria encontrar com um cunhado que está lá, mas ele é acostumado, sempre vai para trabalhar como pedreiro clandestino. Como ela não chegou no dia esperado, ele ligou preocupado. A irmã da Ingridh foi para Oiapoque atrás de notícias, já esteve em hospital, funerária, Polícia Federal e ninguém tem notícias. Estamos desesperados”, relatou a cunhada Glissy Aguiar.

Conforme informações d’O Globo, Lana Silva também procura notícias da filha Ellen Pantoja dos Santos. “Estou desesperada pois não estou conseguindo obter notícias do lado francês”, publicou nas redes sociais no sábado (4).

As buscas começaram no dia 31 de agosto, dois dias após o barco sair do Oiapoque, quando uma mulher foi encontrada por uma embarcação, agarrada a uma boia. Ela contou que estava em uma canoa com 24 pessoas.

Dois dias depois, autoridades da Guiana publicaram um comunicado declarando o fim dos trabalhos de busca. O governo informou que o Centro Operacional Regional de Vigilância e Resgate (CROSS) e a polícia utilizaram dispositivos aéreos, marítimo e terrestre para procurar possíveis náufragos. Já o Ministério Público de Cayenne, capital do país, abriu um inquérito para investigar o caso.

Por conta disso, o grupo Brasileiros na Guiana Francesa decidiu continuar as buscas por conta própria. No domingo (5). o governo do Amapá enviou uma equipe para Oiapoque para criar uma base de apoio às famílias. O estado vai enviar um ofício ao Governo Federal e aos organismos diplomáticos brasileiros.

“Estamos em busca de informações oficiais com as autoridades francesas e vamos provocar os órgãos federais, de acordo com a competência de cada, para que tomem providências sobre este caso”, afirmou o coronel Wagner Coelho, comandante do Corpo de Bombeiros.
 

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