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Fazendo festas e realizando sonhos há mais de 30 anos, os donos do Lago de Garda, em Jardim Camburi, Vitória, venderam o cerimonial para uma construtora de Aracruz.
“Foi uma proposta irrecusável”, contou Jânio Fialho que, junto com o sócio Eloy Carelli, construiu o cerimonial há 30 anos. Questionado se ficou acordado permuta ou venda, ele explicou que não entraria em detalhes.
Segundo Jânio, no lugar do cerimonial será construído um empreendimento de luxo, com 17 lojas no térreo. A construtora preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Jânio revelou que a pandemia teve grande influência sobre a venda. Se por um lado, por causa dela, as grandes festas foram suspensas, afetando diretamente o setor, por outro, a exposição à brevidade da vida fez os sócios refletirem.
“Com a pandemia, eu entendi que é hora de parar de trabalhar e curtir a vida. Comecei com 30 anos e estou com 60, não tenho filhos, só tenho um cachorro, então é hora de aproveitar.”
Ele olha para trás com gratidão. “Nós construímos o Lago de Garda para viajar, conhecemos o mundo através dele. E isso é difícil. Temos que agradecer”.
Para a venda foi estabelecida uma condição. “Vamos fazer os eventos até junho do ano que vem. Há festas de 2019 que foram adiadas por causa da pandemia e vamos realizar esses eventos”, contou.
O cerimonial foi criado porque tanto Jânio Fialho quanto Eloy Carelli gostavam de fazer festas entre amigos. Na década de 1990 não existia um cerimonial em Vitória, só clubes. E, como perceberam que estavam conseguindo reunir um público cada vez maior, foram comprando terrenos aos poucos.
“Quando nós montamos o cerimonial, Jardim Camburi e Praia do Canto eram distantes para o capixaba. A cidade cresceu assustadoramente e o bairro ficou maravilhoso. Tem vida própria.”
O presidente da Associação Comunitária de Jardim Camburi, Aluísio José Muruce, destacou que Jardim Camburi é o bairro que mais cresce em Vitória. “Quanto mais prédios são construídos, maior a procura de interessados por comprar as casas com terrenos grandes”.
Contudo, ele lembrou que o crescimento rápido do bairro afeta a qualidade do serviço público.