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Cidades

Espírito Santo tem o policial federal mais antigo do Brasil na ativa

"Dia do Policial Federal" é comemorado nesta terça-feira (16)

Macena diz que sua maior alegria na profissão foi a liberação de um refém

Última atualização

Comemorado nesta terça-feira, 16 de novembro, o “dia do Policial Federal” é marcado por homenagens aos milhares de agentes espalhados pelo país. No Estado, a história de um agente chama a atenção. Aos 72 anos, Luiz Macena é hoje o agente mais antigo do País que  está na ativa e não pensa em se aposentar.

Dedicação e amor são palavras que sempre estiveram presentes na carreira do policial federal que tem mais de 40 anos de profissão.  

 













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Atualmente, ele  trabalha como substituto eventual da  Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol)  no Estado e ajuda  na captura de bandidos que  fugiram para  outros países. 

Além disso, o policial contribui para os trabalhos de   localização de  desaparecidos no exterior.      

Ao longo de  45 anos dedicados  à instituição, Macena  atuou em  diversas ocorrências  no Estado, além de participar de momentos que marcaram a história do Espírito Santo, como as visitas do papa João Paulo II,  em 18 de outubro de 1991, e   do príncipe Charles, da Inglaterra,  em abril do mesmo ano. 

Nas duas ocasiões, ele coordenou e executou o plano de  segurança que protegia as autoridades.  

“Eu era  chefe do Planejamento Operacional da PF  e recebi essa missão de  preparar e planejar a segurança da Sua Santidade, o papa  João Paulo II, aqui. Foi um trabalho cansativo ao extremo, mas que deu resultado”, conta  o agente. 

“Lembro que planejamos a visita  dois anos antes e conseguimos montar um esquema de segurança que contou com,  aproximadamente, 7.500 policiais”, relembra.

Paulista de nascimento, mas capixaba de coração, segundo ele, Macena começou sua carreira na Polícia Federal em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde era responsável pela fronteira com o   Paraguai e  a Bolívia. 

Após um convite do governo federal, o agente foi morar em Beirute, capital do Líbano, onde fez a segurança do embaixador do Brasil, acompanhando de perto o conflito entre    Israel e palestinos.

“Convivi com árabes, sírios, palestinos, judeus e povos de outros países na guerra do Oriente Médio. Foram quase seis anos assistindo a uma matança generalizada. Convivi com todos eles e até futebol eu joguei com eles. Depois, voltei para o Brasil e escolhi morar no Espírito Santo, onde estou há 39 anos”, salienta.

Lei 

De acordo com a Lei 152/2015, a idade máxima para atuação no serviço público  no País  é  75 anos. Ao chegar a essa idade, o servidor tem de  se aposentar compulsoriamente.

Macena foi homenageado nesta terça-feira (16), em Brasília, durante uma solenidade na Academia Nacional de Polícia. Cerca de 600 agentes da Polícia Federal aplaudiram Macena de pé.

 













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Luiz Macena agente da Polícia Federal “O trabalho é  minha  terapia”, diz agente

   Trabalho na vida do agente da Polícia Federal Luiz Macena, de 72  anos, não é sinônimo de cansaço. Pelo contrário, para ele  o vocabulário é sinônimo de alegria e vem sendo uma terapia. Ele conversou com a reportagem de A Tribuna e relatou um pouco sobre as experiências vividas na profissão ao longo de  45 anos.

 A Tribuna –  Entrou para a PF com quantos anos?

 Luiz Macena –  Meu pai, Dorval Macena, era agente e eu fui trabalhar  para a gerência dele com 14 anos.  Em 1965, quando surgiu uma Lei que exigia que todas pessoas que trabalhassem na área fossem aproveitadas, eu passei para o administrativo da PF. Eu tinha 15 anos. Em  1975, quando meu pai foi transferido para o Mato Grosso do Sul,  fiz o concurso e em janeiro de 1976 fui  nomeado agente federal.

Por que veio para o Espírito Santo?

Quando eu passei no concurso, trabalhei com um capixaba que vivia me mostrando fotos daqui e como eu gosto de mar e montanhas, escolhi Vitória a cidade para morar.

Como o senhor resume seus 45 anos de experiência com agente?

Foram missões difíceis, perigosas, em terra, mar e ar. Sempre movido pela crença nas ações justas, com muita ética, determinação e profissionalismo. São experiências que levo para o resto da vida.

Qual sua maior alegria como policial?

Foi a liberação  de um refém no Rio de Janeiro, com prisão do sequestrador, na época, o bandido mais perigoso do País.

E suas experiências com personalidades?

São missões que recebemos e que sempre damos o nosso melhor. Além do papa João Paulo II, papa Francisco, Mandela,  já trabalhei na segurança da princesa Diana e  de todos os presidentes militares do nosso País. Fiz também   eventos esportivos, como Copa do Mundo, Paraolímpica, etc.

Pensa em se aposentar antes da compulsória?

O grande incentivador de eu continuar trabalhando é minha filha, família, que vibram com os meus  trabalhos. Não vou me aposentar. Só vou sair um mês antes da compulsória.   O trabalho é minha terapia.


Curiosidades


Segurança de papa e príncipe no Estado

Quem é

Luiz Macena é  agente da Polícia Federal, tem 72 anos e  atua no órgão como substituto eventual da  Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) no Estado.

Sua função  é contribuir para a  identificação e localização de bandidos que estão foragidos em outros países. Além disso, ele atua nas buscas por pessoas desaparecidas em outros países.  

 Carreira 

Teve o primeiro contato com a Polícia Federal ainda na adolescência, aos 14 anos, através do pai,  Dorval Macena, que era  agente da PF.

em 1976,    prestou concurso e entrou como agente de polícia na instituição.

No Mato Grosso do Sul, atuou na região da fronteira com o Paraguai e Bolívia.

Em 1977,  f oi para  a Líbano, onde trabalhou fazendo a segurança do embaixador do Brasil. Na ocasião, acompanhou de perto os conflitos entre Israel e palestinos.

Em 1982, voltou para o Brasil e escolheu a capital do Espírito Santo, Vitória, para morar. 

Foi coordenador da segurança do papa João Paulo II, em 1991, quando ele visitou o Estado.

O esquema de segurança, criado por ele, contou com 7,5 mil policiais.

Também atuou na segurança da  princesa Diana, de todos os presidentes militares do País e, ainda,  do papa Francisco. 

Participou da Segurança na Copa das Confederações, Copa do Mundo    e de todas as assembleias da ONU  no Rio de Janeiro.

Outras curiosidades

João Paulo II

Durante a sua visita ao Estado, o papa foi ao   bairro São Pedro, em Vitória.  

O agente e toda sua equipe eram contra a visita  ao local, mas o papa exigiu que ela acontecesse.

Ao chegar ao bairro, milhares de pessoas cercaram o papa João Paulo II, que fez questão de caminhar em meio à multidão, o que não estava previsto.

Uma criança, que na época tinha 8 anos de idade, furou o bloqueio com a ajuda do agente e abraçou o pontífice.

Como estava chovendo e a menina havia caído  minutos antes    na lama, ela acabou sujando   a batina  do papa, que não se importou e retribuiu o abraço.

Exigências 

As ruas onde  o pontífice   passaria  com o papamóvel não deveriam   ter quebra-molas.

Ruas  onde o comboio do papa  passaria  precisaram ser ampliadas.  

Fonte: Polícia Federal e agente Luiz Macena

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