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TUCANO NO ESTADO

“Não tenho por que me esconder”, diz Eduardo Leite sobre sua orientação sexual

Pré-candidato à Presidência da República esteve no Estado neste sábado e conversou com lideranças

O deputado federal Felipe Rigoni, o deputado estadual Emílio Mameri, o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e o deputado estadual Vandinho Leite

Última atualização

Namorando um médico capixaba, o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República Eduardo Leite (PSDB) alfinetou os críticos à sua orientação sexual. Leite esteve no Estado neste sábado (23), onde se reuniu com a liderança local do PSDB e reforçou o seu nome na briga pela sucessão de Jair Bolsonaro (sem partido).

“Num país com políticos que faltam com a verdade, não tenho porque me esconder. Houve muito acolhimento e compreensão. O Brasil precisa reconhecer a força na diversidade”, afirmou.

 













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Eduardo Leite ganhou projeção nacional em 2012, ao se eleger prefeito de Pelotas (RS) aos 27 anos. Quatro anos depois, abriu mão da reeleição para – só em 2018 – voltar a disputar um cargo eletivo: o Governo do Rio Grande do Sul. Acabou eleito no segundo turno. 

Ao abrir mão novamente de uma candidatura à reeleição, Eduardo Leite mira o Palácio do Planalto e pode ser o primeiro presidente da República declaradamente homossexual. Ele assumiu o namoro com o médico capixaba Thalis Bolzan em uma entrevista ao jornalista Pedro Bial, na TV Globo. Thalis não participou da agenda política deste sábado.

Pré-candidatura

Em coletiva de imprensa com jornalistas, o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato do PSDB à presidência da República, Eduardo Leite, afirmou que representa o melhor projeto para que o Brasil saia desse momento de polaridade política e recessão econômica.

Com a presença dos deputados estaduais Vandinho Leite e Emílio Mameri, também do PSDB, e do deputado federal Felipe Rigoni, que estuda a possibilidade de se filiar ao partido, Leite disse que o atual governo tem atuado de forma irresponsável na agenda ambiental, ignorando problemas climáticos, e na econômica, pretendendo furar o teto de gastos, o que deve levar a um desequilíbrio fiscal.

“O programa econômico do PT levou o País à maior recessão da história em 2015/16, com 14 milhões de desempregados e inflação nas alturas. E agora, temos um governo irresponsável na gestão das contas públicas, cogitando furar o teto de gastos, o que pode levar a uma crise ainda maior”, declarou Leite.

O presidenciável ressaltou que seu projeto de governo dialoga com o poder privado, sem perder a sensibilidade social e o combate às desigualdades.  “Somos a melhor alternativa para combater essa crise, precisamos fazer investimentos pensando no País que o Brasil pode ser”, completou.

Leite disse ainda que o partido tucano sempre foi um protagonista na disputa presidencial. Entretanto, se no caminho à terceira via, outro partido se destacar como o que tem mais chances para tirar o País de sua atual situação, procura ter humildade para manter esse diálogo aberto e reconhecer isso.

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