|
Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen: false
Fullscreen Exit: true
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:
Um empresário teve apartamento, salas comerciais, terreno e carros, avaliados em R$ 10 milhões, bloqueados pela Justiça, durante uma operação na terça-feira (26). Ele é acusado de produzir fios irregulares que foram instalados em unidades de saúde, iluminação pública e creches, podendo causar até incêndios nesses locais.
A ação foi a terceira etapa da Operação Elétron, que investiga a empresa, localizada na Serra, acusada de fabricar e comercializar fios elétricos em desacordo com as normas vigentes, acarretando prejuízo financeiro e risco à vida aos consumidores.
A análise preliminar dos documentos apreendidos nas buscas indicou que esse material irregular foi instalado em 16 unidades de saúde e uma Unidade de Pronto Atendimento de Cariacica, além de duas creches de Vila Velha e na iluminação pública de 20 bairros de Cariacica.
O risco de incêndio é uma preocupação porque os fios comercializados pela empresa continham menos matéria-prima do que o necessário, com menos cobre. Dependendo da forma como ele foi instalado, pode superaquecer e pegar fogo.
“Nessa fase da operação buscamos identificar o patrimônio do empresário, uma vez que verificamos que o dano que ele pode ter causado ultrapassa R$ 75 milhões no mercado. Além dos R$ 10 milhões em patrimônio, pedimos o bloqueio das contas da empresa, do empresário e dos filhos dele”, explicou o delegado Eduardo Passamani, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
Os policiais fizeram buscas na casa do empresário, na Praia do Canto, e na sede da empresa, na Serra. “Esse bloqueio visa tentar ressarcir o consumidor que comprou de boa fé”, disse o delegado.
Agora, a polícia, em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, vai fazer uma perícia nos locais onde os fios foram instalados para tentar constatar se existe irregularidade. Caso exista, a polícia quer descobrir se a empreiteira responsável pelas obras fez as verificações necessárias. Se eles não tiverem feito, também podem ser responsabilizados.
A fábrica dos fios foi interditada e o empresário preso, na primeira fase da operação, em agosto. Na segunda etapa, dez empresas que revendiam os produtos foram alvos de fiscalização.