Numa nova modalidade de oferta de falso emprego pela internet, vigaristas oferecem chances com salários de até R$ 14 mil, usando as redes sociais, como, por exemplo, o LinkedIn.
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Em troca da ajuda para a colocação no mercado de trabalho, os falsos caça-talentos cobram valores que chegam a R$ 2 mil, alegando ser o preço referente a uma qualificação requerida para o cargo.
No fim das contas, o candidato a emprego fica sem a sonhada chance e sem o dinheiro. O falso caça-talentos desaparece e não dá mais sinal de vida. A situação tem ocorrido em vários locais do País, inclusive no Espírito Santo.
Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Espírito Santo (ABRH-ES), Kátia Vasconcelos, é importante lembrar que o golpe não é novo, mas está sendo atualizado.
“Nós discutimos sobre essas falsas vagas de emprego há pelo menos 15 anos. Mas, com a tecnologia, está cada vez mais fácil chegar às potenciais vítimas”, lamentou.
Ela frisou que os golpistas costumam estar bem preparados: “Essas pessoas sabem o que estão fazendo. Elas se apresentam como profissionais e acionam gatilhos que seduzem quem está buscando uma oportunidade, como altos salários e pacotes de benefícios”.
No Estado, a auxiliar administrativo Nathalia Inocencio, 24 anos, foi uma das vítimas em um golpe que oferecia falso emprego, neste caso, em uma escola militar.
Ela contou que recebeu a oferta pelo WhatsApp e só foi desconfiar do golpe depois que já havia pagado por um dos cursos solicitados.
“No processo de seleção eles pediram um curso e indicaram duas plataformas. Então eu paguei R$ 109,99, fiz o curso e só depois percebi que tinha algo errado”.
A psicóloga e diretora da Psicostore Consultoria de RH, Martha Zouain, alertou que as empresas sérias têm outras formas de abordagem aos candidatos a emprego.
“Nenhuma empresa séria aborda o profissional pedindo que ele faça um depósito. Elas inicialmente sondam a disponibilidade e o interesse àquela vaga. Então a regra é simples: pediu para depositar qualquer valor, pode ter certeza de que é um golpe”, explicou.
De janeiro a maio deste ano, o laboratório de cibersegurança da PSafe detectou mais de 346 mil acessos a golpe com essa temática em todo o País.