Com a abrangência da internet e o vazamento constante de dados pessoais, muitos criminosos têm estudado o perfil socioeconômico das vítimas, antes de cometer algum tipo de golpe.
Essa engenharia social, utilizada pelos golpistas, tem contribuído bastante para o aumento nos casos de golpes na Grande Vitória e também em todo o País.
“Eles estudam pela internet o perfil socioeconômico da vítima e aplicam golpes pontuais de acordo com as características específicas de cada pessoa”, afirma o especialista em Tecnologia da Informação Eduardo Pinheiro.
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Ele acredita que a maioria dos crimes cibernéticos praticados poderia ter sido evitada com medidas simples que deveriam ser previamente adotadas pelas próprias vítimas. Para Eduardo Pinheiro, a desinformação e a impulsividade das pessoas facilitam a ação dos criminosos.
“A população precisa entender que é necessário, nos dias atuais, levantar a veracidade das informações antes de fornecer, pela internet ou por telefone, dados pessoais ou bancários”, disse.
Titular da Delegacia Especializada em Defraudações e Falsificações (Defa), o delegado Douglas Vieira afirma que já está ciente de que isso aconteça. Segundo ele, o estudo socioeconômico, feito pelos bandidos, é realizado na maioria dos golpes.
“No (golpe) do falso assessor de investimento, falso motoboy. Inclusive, em São Paulo, a polícia descobriu que existia uma empresa que fazia de sua prática a venda de dados dos cidadãos”, conta.
No Estado, a equipe da Defa descobriu, no ano passado, dois criminosos que estavam aplicando golpes, após conseguirem os dados com essa mesma empresa, desarticulada pela Polícia Civil paulista.
O delegado explicou ainda que boa parte dos golpes, principalmente os do falso motoboy e do falso investidor, são cometidos por quadrilhas de fora do Estado.
Sobre o perfil de quem comete o crime, ele diz que são pessoas bem articuladas, com convívio social e domínio da área de tecnologia.
“Nesse golpe do falso motoboy, por exemplo, eles têm até central de relacionamentos. Usam mulheres para passar mais credibilidade. Então, são articulados”, explica.
O delegado também orientou que nunca sejam fornecidos dados pessoais e bancários, principalmente por ligações telefônicas e mensagens de texto e WhatsApp.