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A família de Roseli Valiati Farias, 47 anos, morta pelo namorado em Cachoeiro de Itapemirim, vive por um período de perdas. Em agosto do ano passado, a vendedora havia perdido a mãe para a Covid-19. E em janeiro desse ano, foi a vez da doença levar seu marido.
“Nossa família é muito unida. Você não imagina o quanto. E está sendo um momento muito difícil. A gente perdeu a mãe em agosto, o marido da Roseli em janeiro e agora mais essa perda”, lamentou o irmão, o caminhoneiro Clodoaldo Valiati, 43 anos.
Clodoaldo ressaltou que sua irmã sempre foi cuidadosa com a família e que depois da morte da mãe ficou ainda mais presente e prometeu que cuidaria de todos.
“Ela não media esforços. Já tinha programado um passeio de trem com meu pai para Minas Gerais no dia 29. Era o sonho dele e ela queria realiza-lo”, comentou.
Segundo o irmão, diariamente Roseli tomava café com o pai. Ela levava o pão e ele esperava os filhos com o café pronto. E foi esse cuidado da irmã que fez com que sua família desconfiasse logo que alguma coisa ruim poderia ter ocorrido.
“Na segunda-feira, deu 7h45 e ela não chegou na casa de meu pai. Então lembrei que quando vim de minha casa passei em frente à Viação Itapemirim vi o carro dela estacionado. Naquele momento percebi que havia algo errado”, relembrou.
Relembre o caso
Depois de sair de casa no domingo (17) dizendo que iria se encontrar com o namorado e desaparecer, o corpo da vendedora Roseli Valiate Farias, de 47 anos, foi encontrado nesta quarta-feira (20).
De acordo com a Polícia, ela foi morta com um tiro na testa pelo namorado, enquanto dormia na casa dele, em Cachoeiro de Itapemirim, e depois teve o corpo enterrado em uma cova rasa perto da praia, entre Marobá e Praia das Neves, em Presidente Kennedy.
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