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Novos empreendedores

Todos os dias, 232 pessoas abrem o próprio negócio no Estado

Número de novas micro e pequenas empresas chegou a 49.077 só este ano, um recorde. Alimentação é a atividade mais visada

Última atualização

 Diminuição de renda, desemprego e até mesmo a realização de um sonho foram
os principais motivos que levaram
milhares de pessoas a investirem
no próprio negócio no Estado. Somente este ano, 49.077 micro e pequenas empresas foram abertas.

Este número dá uma média de
232 empreendimentos por dia, fazendo com que o Espírito Santo
atingisse a marca de 389.970 micro
e pequenas empresas ativas. O volume de novas empresas em 2021 já
é superior a igual período de 2020.

Os dados foram divulgados pela
Pesquisa de Impactos da Pandemia sobre os Pequenos Negócios,
realizada pelo Sebrae e Fundação
Getulio Vargas (FGV) em junho.

“Temos um misto de pessoas
que voltaram para o mercado de
trabalho como MEIs (microempreendedor individual), que perderam seus empregos por causa da
pandemia, e temos pessoas que
realizaram um sonho, uma atividade que era secundária e que passou a ser a principal”, explicou a
analista de relacionamentos do Sebrae, Renata Braga Rodrigues.

O setor de alimentação é líder
em novos negócios abertos, de
acordo com os dados divulgados.
Em seguida, aparece o comércio
varejista de vestuário e acessórios
(3.064 empresas), promoção de
vendas (2.631), obras de alvenaria
(2.322) e cabeleireiro, manicure e
pedicure (1.831).

Segundo a pesquisa, desde o início da pandemia, em março de
2020, até julho deste ano, o Estado
teve a abertura de cerca de 114 mil
empresas, enquanto outras 34.449
mil fecharam.
Além de ajudar a movimentar a
economia, as micro e pequenas
empresas criam empregos.

De
acordo com o Sistema do Cadastro
Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), o pequeno negócio no Espírito Santo se manteve em uma crescente com um saldo de 5.107 empregos.

“Se compararmos ao saldo geral
de empregos gerados no mesmo
mês, que foi de 6.010 – contabiliza –
das as médias e grandes empresas
e a administração pública –, as
MPEs também se destacaram, representando 84,97% da geração de
empregos no Espírito Santo”,
aponta o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.

Analista de sistemas vira cerimonialista


 













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Formado em Análise de Sistemas, o agora dono de um cerimonial
infantil Guilherme Brunoro tinha
planos para inaugurar seu negócio
em 2019. No entanto, a pandemia
adiou os planos e só foi possível
abrir no último dia 6 de junho.

Antes atuando como gerente de
marketing em uma empresa de tecnologia da informação, hoje ele não sente
saudade do antigo emprego.
“Estou extremamente feliz com o
meu negócio. Estou infinitamente
melhor agora. Chega uma hora que
você cansa e eu já tinha o sonho de
abrir meu próprio negócio”, destacou
Guilherme.

Além dele, a irmã, Giovana Brunoro, entrou como sócia e trabalha junto com ele. O cerimonial chega a fechar uma festa por dia.

Ampliação do
programa MEI
é aprovada
no Senado


O Senado aprovou ontem o projeto que permite enquadrar pessoas com receita bruta anual de até
R$ 130 mil na categoria de microempreendedor individual
(MEI).
Atualmente, o limite para enquadramento é de receita bruta
anual de até R$ 81 mil.

Agora, a
proposta, de autoria do senador
Jayme Campos (DEM-MT), segue
para análise da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovada pela Câmara e sancionada pelo presidente
Jair Bolsonaro, o novo teto para
enquadramento como MEI passa
a valer no início de 2022.

A proposta prevê a possibilidade
de o MEI contratar até dois empregados, desde que cada um receba o equivalente a um salário mínimo ou ao piso salarial da categoria
profissional contratada. Atualmente, a legislação permite a contratação de um único funcionário.

“Acredito que o volume de formalização deva continuar aumentando em função dos benefícios,
considerando este projeto, que
ainda falta passar na Câmara”,
destacou Renata Braga Rodrigues,
analista de relacionamento do Seb ra e / ES.

SAIBA MAIS


Conhecimento

– É importante conhecer o mercado em que se quer atuar. “Se ela não tem conhecimento, ela deve buscar fazer cursos, participar de seminário, entre outras coisas”, afirmou o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Alberto Gavini.

Plano

– É importante que o empreendedor tenha um plano de negócio, que ele saiba desenvolver a precificação do produto, conhecer bons fornecedores, nicho de clientes e que pense em seu capital para investimento da empresa.

Produtos

– O empreendedor deve pensar na sua carteira de produtos e buscar crédito no mercado, se preciso for. “Deve buscar uma boa taxa de juros e carência para pagar, pois vai demorar um tempo até começar a ganhar dinheiro”, disse Gavini.

Divulgação

– É essencial que se pense em formas de divulgar seus produtos e serviços e que faça um pequeno plano de comunicação. Participar de eventos como feiras é bom para vender, divulgar e fazer futuros negócios, destacou Gavini.

Capital de giro

– Todo negócio tem o seu tempo de retorno. Por isso, é importante que quem está começando tenha um capital de giro para pagar contas.

Brigadeiros online

 













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O estresse no trabalho durante a pandemia e a vontade de priorizar o tempo com o marido fizeram a agora empreendedora Pâmela Zandonade Rosetti, 34, recusar a chamada para retornar ao trabalho no banco.Hoje, vendendo brigadeiros online, já fatura mais que o dobro do que recebia de salário no antigo emprego. 

“Em janeiro, quando me chamaram para voltar a trabalhar, recusei. Toda semana eu divulgo os sabores, e as pessoas compram para elas mesmas e para dar de presente”, disse Pâmela, que produz tudo de casa.

Diferencial

– É importante que o produto ou serviço tenha qualidade, bom preço e um diferencial, que chame a atenção. Pode ser algo na embalagem, por exemplo, uma promoção, cortesia, ou até mesmo no tratamento com o cliente, como café e água.

Controle

– Não gaste mais do que ganha e faça um bom controle de caixa. Ganhe prazo com os fornecedores (pelo menos de 30 a 60 dias) e seja rigoroso nas despesas da loja.

Criatividade

– É preciso ter criatividade para melhorar o ambiente, e inovação. “Inovar é criar. A inovação tem sempre que virar nota fiscal, já a criatividade, nem sempre”, destacou Gavini.

Presença digital

– Não dá para pensar em um negócio hoje, sem pensar no digital.

– Ao abrir um negócio, deve-se pensar em como marcar presença na internet, independentemente do tipode negócio.

– É preciso pensar em divulgação, construir a marcar no ambiente online. O consumidor é o mesmo. Ele anda no ambiente online e físico.

– É preciso entender e comunicar com o cliente nesses ambientes.

Fontes: Especialistas citados

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