O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) negou nesta quarta-feira (07), por unanimidade, recurso do vereador de Linhares Valdir Maciel (Podemos) e manteve a cassação de seu mandato por suposta compra de votos nas eleições municipais de 2020.

“Entendendo não haver qualquer nulidade na sentença ora recorrida, manifesta-se pelo não provimento do presente recurso eleitoral, haja vista a existência, nos presentes autos, de lastro probatório robusto e suficiente para a comprovação da prática de captação ilícita de sufrágio por Valdir Rodrigues Maciel”, disse em seu voto a juíza relatora, Heloísa Cariello.
Na representação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral à Justiça, o vereador foi acusado de contratar cabos eleitorais para trabalhar em sua campanha, prometendo R$ 80 pelos votos e para que os mesmos fizessem boca de urna, que é considerada propaganda eleitoral feita em locais de votação no dia da eleição, o que é ilegal.
Os cabos eleitorais, ainda de acordo com a representação, também eram responsáveis por prometer pagar o mesmo valor a outros eleitores para que votassem em Maciel. O dinheiro seria entregue no dia do primeiro turno da eleição, 15 de novembro de 2020, o que não teria acontecido.
“Todas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público Eleitoral foram uníssonas em afirmar que foi prometida uma quantia em dinheiro em troca do voto em favor do candidato Valdir Rodrigues Maciel”, trouxe trecho da sentença de primeiro grau, que foi mantida nesta quarta.
Valdir Maciel está em seu terceiro mandato como vereador de Linhares. Em 1996, ele foi eleito pela primeira vez, sendo reeleito em 2000. Entre 2005 e 2008, Maciel foi diretor de Obras do município durante a gestão de José Carlos Elias.
A reportagem tentou localizar o vereador para que comentasse o resultado no TRE-ES, mas não conseguiu localizá-lo.