A primeira noite da prisão preventiva dos juízes do Fórum da Serra, Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutmann, de quinta (29) para sexta-feira (30), foi no ginásio do Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar do Espírito Santo, em Maruípe.
Os magistrados foram encaminhados a duas das quatro salas existentes no local, destinadas a prisões especiais. Elas ficam separadas das celas dos militares que estão presos no quartel e são geralmente destinadas, se for o caso, para a prisão de autoridades políticas, juízes e oficiais militares.

A defesa de Farina confirmou que o seu cliente dormiu na sala localizada no ginásio do QCG. Também afirmou que o magistrado participará na tarde desta sexta (30) de uma audiência de custódia onde tentará transformar a sua prisão em domiciliar.
“A primeira noite do juiz no Quartel da Polícia Militar, localizado em Vitória, foi tranquila. Na tarde desta sexta-feira (30) ele participará de uma audiência de custódia, acompanhado dos advogados Rafael Lima, Larah Brahim, Kakay e Marcelo Turbay para avaliar a possibilidade de conversão em prisão em domiciliar. Após a audiência serão definidos os próximos passos da defesa”, disse por nota.
A defesa de Gutmann também foi procurada para informar como foi noite do magistrado, mas a reportagem não obteve retorno.
Na sessão extrapauta ocorrida na quinta-feira, no Tribunal de Justiça (TJ-ES), os desembargadores decidiram por unanimidade pela prisão preventiva dos dois magistrados. Eles são investigados por suposta venda de sentença e já estavam afastados por decisão anterior da corte. A decisão de quinta foi por conta dos mesmos estarem supostamente atrapalhando as investigações.
As defesas dos juízes Alexandre Farina e Carlos Alexandre Gutmann ainda pediram ao final da sessão que as prisões dos mesmos fossem transformadas em prisões domiciliares, mas não foram atendidas.