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Alinne Garruth em nova viagem musical

Uma Alinne Garruth mais madura é o que vão encontrar aqueles que derem o play em “Coroa”, novo EP da cantora e compositora capixaba. “Quis fazer um ...

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“Eu queria trazer minhas origens nesse trabalho”, diz Alinne. (Foto: Melina Furlan/Divulgação)Uma Alinne Garruth mais madura é o que vão encontrar aqueles que derem o play em “Coroa”, novo EP da cantora e compositora capixaba. “Quis fazer um trabalho bem amarrado. Um pouco mais MPB do que o outro”, explica a artista.

O “outro” citado pela capixaba é “Abre Alas”, registro que a jovem publicitária de 24 anos lançou em outubro de 2020.

Menos de um ano depois, chega “Coroa”, EP com quatro faixas, em que Alinne passeia por diferentes universos e texturas musicais.

Por exemplo: em determinado momento, o que se ouve não está distante da nova MPB. Em outros, a jovem mostra suas influências da música pop, sobretudo das divas.

“Usamos bastante referências nesse EP. Gosto muito de ouvir música e de estudar. Acho que, a partir daí, conhecemos o repertório dos outros e acabamos conhecendo o nosso”, ressalta.

Toda essa diversidade musical está amarrada por letras autobiográficas, sobre o olhar que tem da sociedade ou de relacionamentos.

Na ótima “Cara” (“Ai meu Deus / Tá na boca do povo / Que você implora e eu não te quero”, cutuca com bom humor), ela confirma que o material usado para a letra veio de suas experiências. “Graças a Deus, o jogo virou!”, brinca Alinne.

“Eu queria trazer minhas origens nesse trabalho, de quando comecei a ouvir música, que foi com minha avó. Lembro que passamos finais de semana em frente ao rádio… Foi a partir daí que passei a ter gosto pela MPB e pelo samba”, relembra.

Clipe

A jovem também vai lançar um clipe para cada faixa lançada. O primeiro saiu na última sexta-feira e é da primeira canção do EP, “Encontro Entre Deus e o Diabo”.

“O planejamento é que saia um clipe a cada mês”, diz a artista sobre os vídeos das músicas “Tudo ou Nada”, “Cara” e “Coroa”, que dá nome ao EP.
Alinne deseja que seu trabalho artístico dê uma levantada no ânimo das pessoas nesses tempos de pandemia.

“Nosso País está tão caótico que a arte pode dar uma animada na vida das pessoas. E também pode nos ajudar lembrar o quanto o Brasil é rico e artístico”, opina.


“Ela transmite mais positividade, autoestima”


AT2 Esse é o seu segundo EP da carreira. O que há de diferente entre Alinne de “Abre Alas” e de “Coroa”?

Alinne Garruth Acho que o “Abre Alas” foi um grande teste. Foi um compilado de músicas que compus com várias idades diferentes. Então, são várias Alinnes. Comecei a compor com 15 anos, quando iniciei as aulas de violão. E eu sempre gostei muito de escrever poesia. Minha mãe é escritora e meu avô era jornalista. 

Você fala que esse trabalho mostra maturidade. Por quê?

Como artista independente, demoramos para juntar dinheiro e lançar um trabalho. Começamos a compor “Coroa” no ano passado, após o “Abre Alas”. E foi realmente quando comecei a me interessar pela produção musical, prestar atenção às músicas e referências.

Por que “Coroa”?

É a faixa do álbum que transmite mais positividade, autoestima e força de vontade. Acho que é o que a gente está precisando neste momento de pandemia e caos social.

Eu queria, por mais que algumas faixas retratem momentos difíceis, passar uma mensagem positiva.

O que você quer dizer com as suas canções? O que elas refletem?

Procuro sempre falar das minhas experiências, principalmente neste álbum. Mesmos sendo minhas experiências, elas perpassam o cotidiano das pessoas: relacionamentos, medos, ansiedades… Ao mesmo tempo que reflete sobre mim, reflete sobre o outro. 

Quero passar uma mensagem de alegria, força, e mostrar que temos fraquezas. E que tenho muitas ansiedades com muitas coisas. 

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Não tem medo de se expor?

Sempre tem um pouco de medo, mas, quando você é artista, precisa se sobrepor a esse medo e fazer a sua verdade, mostrar sua vulnerabilidade.

Acredito que a gente se identifica com artistas quando vê que eles também passam por momentos difíceis. 

Em “Cara”, você fala sobre o que é se relacionar nos dias atuais. É difícil manter um relacionamento no momento em que a gente está vivendo?

Na pandemia, com certeza! Como a gente não se encontra, tem essa necessidade de ficar no telefone a toda hora. E tem trabalho… Na pandemia, a gente está com essa dificuldade de se conectar com o outro. E, nós, brasileiros, somos muito do encontro físico.

Hoje, namoro. Mas já passei por várias histórias. Já falei sobre isso em outra música, e devo falar mais de Tinder, traição, enganação…

Qual dica dá para quem não quer se dar mal em relacionamentos de hoje em dia?

Acho que você tem que ser esperto e atento aos sinais. E ficar com uma pessoa que trate você bem, que esteja presente na sua vida. E que seja recíproco! Uma pessoa que goste de você de verdade.
É importante saber que, por mais que você ame a pessoa, se ela ultrapassar seus limites, não vale a pena.

Qual marca quer passar para as pessoas com seu trabalho?

Quero passar um nome forte, alegre, de presença, de festa e de show. Gosto muito de fazer shows e, obviamente, agora não podemos, por causa da pandemia.
 

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