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ECONOMIA

Economistas preveem queda do dólar e inflação menor em 2022

Expectativa é de vários economistas, que acreditam em alguma valorização do real e, com isso, menos aumentos de preços

Banco Central tem aumentado os juros, o que tem feito resultado sobre a inflação. Selic deve chegar a 11,5%

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Após a alta de preços chegar a  10,42% em 2021, a maior dos últimos seis anos, segundo a divulgação mais recente do IPCA-15 (prévia da inflação oficial do País), a expectativa de economistas é por redução dos níveis de preços para 2022.

Grupos com peso relevante na composição do índice  começaram a dar sinais de desaceleração, como alimentos, habitação e transportes, afirma André Perfeito, economista-chefe da Necton.

“Vamos observar nos próximos dados uma melhora na margem dos principais grupos, o que não quer dizer que eles estejam em patamares baixos, longe disso”, diz Perfeito, que prevê que o arrefecimento na pressão inflacionária pode ajudar no humor do mercado de forma geral em relação aos ativos brasileiros.

Ele afirma que alguma apreciação do real frente ao dólar também poderá contribuir para manter a inflação em patamares mais comportados em comparação ao observado em boa parte de 2021.

O processo de aperto monetário em curso pelo Banco Central (BC), que deve levar a taxa Selic até perto de 11,5% pelos cálculos do economista-chefe da Necton, irá aumentar a atratividade dos rendimentos dos ativos locais sob a ótica do estrangeiro, aponta Perfeito. 

Ele prevê o real oscilando próximo a R$ 5,40 no ano que vem.

No relatório Focus da semana passada, a mediana das projeções dos economistas aponta para dólar em R$ 5,57 no final de 2022, com inflação de 5,03% no período.

“Vale notar que não importa tanto o patamar em que o dólar está, mas a velocidade com que ele se desloca. E acho que, a partir de agora, a velocidade vai ficar mais sob controle”, afirma o economista-chefe da Necton.

“A gente acredita que a maior parte do impacto da depreciação cambial para o IPCA já foi”, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter. Mesmo que seguisse oscilando próximo ao nível atual de R$ 5,70, o impacto do câmbio para a inflação seria residual, ao redor de 0,05 ponto percentual, calcula a especialista.

A projeção do Banco Inter, no entanto, aponta para um fortalecimento do real nos próximos 12 meses, com a cotação em R$ 5,50.

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