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Internacional

Justiça multa Google em 556 milhões por conteúdo ilegal

Empresa é considerada culpada por não deletar de suas plataformas material que faz apologia ao suicídio e às drogas, segundo a lei russa

sede da empresa Google: medidas da Rússia contra os gigantes do setor digital têm sido recorrentes em 2021

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Um tribunal russo determinou uma multa recorde de 7,2 bilhões de rublos (cerca de R$ 556 milhões, na cotação atual) ao Google por não ter eliminado conteúdos considerados “proibidos”, uma nova medida do país europeu contra os gigantes do setor digital.

Em um comunicado em sua conta no Telegram, o departamento de comunicação dos tribunais de Moscou informou que o Google foi considerado culpado de “reincidência”, pois o grupo norte-americano não eliminou de suas plataformas conteúdos considerados ilegais na Rússia.

A Justiça russa anuncia sanções com frequência a grandes empresas digitais acusadas de não apagar conteúdos que, segundo a instituição, fariam apologia das drogas, do suicídio – o que estariam relacionadas com a oposição política.

Em setembro deste ano, pouco antes das eleições legislativas, Moscou obrigou Apple e Google a retirar de suas lojas virtuais na Rússia o aplicativo do opositor Alexei Navalny, que está preso, por “interferência eleitoral”. E ameaçou prender seus funcionários na Rússia caso não cooperassem, de acordo com fontes das empresas.

Também bloquearam vários sites vinculados a Navalny, depois que suas organizações foram consideradas “extremistas” e condenadas pela justiça russa.

Em setembro, a agência reguladora das telecomunicações russas, Roskomnadzor, anunciou o bloqueio de seis softwares de redes privadas virtuais (VPN), que permitem o acesso a páginas proibidas na Rússia.

Soberana

As autoridades russas estão desenvolvendo um polêmico sistema de “internet soberana” que permitirá isolar a rede russa dos grandes servidores mundiais.

Em janeiro de 2021, o presidente Vladimir Putin considerou que as grandes empresas de internet são, “de fato, competência dos Estados” e denunciou “tentativas de controlar a sociedade, de forma brutal”.

ONGs e opositores temem que o Kremlin tente criar uma rede nacional sob seu controle, como acontece na China, algo que o governo nega. O regime também aumenta sua presença nas grandes empresas digitais russas.

O grupo de tecnologia VK, controlado por uma filial do gigante do setor de energia Gazprom (e que criou a 1ª rede social russa, “VKontakte”), anunciou recentemente a nomeação como diretor-geral de Vladimir Kirienko, o filho de um colaborador próximo a Putin.

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