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PESQUISOU SOBRE ATAQUES

Órgão dos EUA identificou pesquisa de adolescente sobre ataque a escolas no Estado

Adolescente de 13 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta quinta

Última atualização

Homeland Security Investigations (HSI). Este é o nome do órgão dos Estados Unidos responsável por “disparar o alerta” de pesquisas sobre ataques a escolas de um usuário de Cariacica, no Espírito Santo, e outros dois usuários em Minas Gerais e no Pará. Na Grande Vitória, as pesquisas foram feitas por um adolescente de 13 anos.

Diante do fato, o HSI informou o caso ao Ministério da Justiça do Brasil, por meio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI-MJSP) através do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), até que o caso chegasse à Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

As investigações apontaram que o adolescente planejava fazer um ataque a uma escola do Estado nos próximos dois anos. Ele contou à polícia que o plano estava “todo arquitetado”, mas que a escola não estava definida.

Ainda segundo a Polícia, em outubro deste ano, o adolescente – que não teve o seu nome ou bairro revelados – começou a tirar notas baixas na escola. Sem encontrar “sentido na vida”, começou a pesquisar sobre atentados a escolas na internet. 

“A polícia, nunca acreditando que se trata de uma brincadeira, utilizou das forças necessárias para cumprir o mandado e o adolescente confessou. Agora ele vai responder a um processo no Poder Judiciário, na Vara da Infância e Juventude, mas obviamente ele necessita de acompanhamento psicológico”, explicou o delegado Brenno Andrade.

Na casa do adolescente, a polícia apreendeu o celular dele e uma arma de madeira. Ele não foi detido, mas será investigado pelos crimes de incitação ao crime e apologia.

Os pais do adolescente, que declararam que ele não era introspectivo, mas que passava muito tempo no celular, foram orientados a procurar um acompanhamento especializado para o menor.

“Importante frisar que no caso específico de hoje era um adolescente normal, não sofria bullying, não se auto mutilava, os pais não desconfiavam de nada, e confessou para nós que realmente tinha essa ideia e não se tratava de uma brincadeira. Ele planejava cometer esse atentado em até 2 anos, usando arma de fogo. Não especificou a escola”, afirmou o delegado.

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