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Polícia

Ajudante de pedreiro é morto a tiros em Cariacica

Vítima se queixava de ameaças feitas por traficantes da região

João Consim Correa Filho estava vendo jogo de futebol na casa de um amigo

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Morto porque parentes se envolveram com o crime. Essa é a hipótese levantada pela família, depois que um ajudante de pedreiro, de 37 anos, foi executado na esquina de casa, em Nova Canaã, Cariacica, na noite de segunda-feira (06). Ele vinha se queixando de ameaças há 3 meses, feitas por traficantes da região. 

De acordo com testemunhas, João Consim Correa Filho estava vendo jogo de futebol na casa de um amigo. A filha dele foi dar um recado ao pai, dizendo que dois homens estariam chamando por ele na rua. Ele foi verificar o que era e acabou morto com pelo menos 10 disparos na cabeça, tórax, coxa e nas costas. 

Vizinhos e parentes de João disseram que o pedreiro era trabalhador e pai de família. Com seis filhos de idades entre 4 e 17 anos, era ele quem levava o sustento para casa. A execução teria sido porque a vítima não sabia o paradeiro de familiares que já foram envolvidos com o tráfico. 

“O pessoal do bairro dele tinha perguntado sobre alguém da família que já foi envolvido (no tráfico). Ele não sabia onde estava a pessoa, ou não queria o mal dos parentes, que já foram envolvidos no tráfico rival ao do bairro dele”, explicou um barbeiro, de 30 anos, parente da vítima. Ele pediu para não ser identificado. 

A vítima estava sendo atormentada pelos traficantes há pelo menos 3 meses. “Ele vinha falando sobre isso há um tempo. Há um mês, ele me ligou falando que não estava nem indo ver a família, para evitar algum dano. Mesmo ele evitando, aconteceu isso”, ressaltou o barbeiro. 

O parente ressaltou que João não tinha antecedentes criminais. “Ele era trabalhador, bom pai, nunca mexeu com nada de droga, só gostava da cachaça dele. Foi uma brutalidade que fizeram com um pai de família, uma tremenda crueldade sem necessidade. Chegar a esse ponto de barbaridade sem ele ter um pingo de envolvimento?”, indagou. 

O caso será investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica. Qualquer informação sobre os criminosos pode ser repassada para a polícia através do Disque-Denúncia, pelo telefone 181.

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