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Educação

Boas ideias de capixabas ganham destaque nacional

Estudantes do Ifes apresentaram em olimpíada brasileira aplicativos que prometem facilitar o dia a dia dos usuários

Equipe "Aladins" desenvolveu aplicativo que reúne oportunidades educacionais e conquistou medalha de prata na OBT
Foto de perfil de Will Anholetti

Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização

Um aplicativo que identifica sinais de cansaço visual e recomenda exercícios e pausas inteligentes; outro que reúne oportunidades de estudo para concursos, olimpíadas, processos seletivos e programas de bolsas; e um terceiro que monitora o consumo de energia de cada aparelho da casa e sugere maneiras de economizar.

Essas são algumas das soluções desenvolvidas por estudantes do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Campus Serra, que se destacaram nacionalmente na Olimpíada Brasileira de Tecnologia (OBT) e no Desafio APP, realizado em São Paulo.

A OBT desafia estudantes de todo o País a investigar problemas reais e propor soluções tecnológicas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Na primeira fase, a OBT reuniu cerca de 13 mil estudantes do País.

Segundo o professor do Ifes Campus Serra Fidelis Zanetti de Castro, a competição estimula os alunos a observarem os problemas ao seu redor e pensar em maneiras de solucioná-los por meio da tecnologia.

“Eles têm que investigar um problema, pode ser local, regional e a nível de Brasil ou de mundo, que esteja ligado a algum dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Depois, têm que propor uma solução para esse problema via o desenvolvimento de um aplicativo de celular”.

Ao longo da OBT, as equipes passam pelo processo de investigação do problema, elaboração da proposta e desenvolvimento de um protótipo do aplicativo. É nessa etapa que se encerra a olimpíada e são definidas as equipes medalhistas de ouro, prata e bronze.

No Ifes Campus Serra, 21 equipes iniciaram a primeira fase da competição. Ao final da OBT, 19 delas conquistaram medalhas: um resultado que garantiu a participação dos estudantes na etapa seguinte da experiência.

As equipes medalhistas da OBT de todo o Brasil participam da Escola Avançada de Tecnologia, evento científico e cultural realizado durante uma semana em São José dos Campos, São Paulo. É nesse encontro que acontece o Desafio APP.

Durante o Desafio APP, os estudantes apresentam versões reais e funcionais dos aplicativos. As equipes têm seus projetos avaliados e podem receber troféus de destaque em diferentes categorias.

O evento reuniu cerca de 800 estudantes de todo o País. Somente o Ifes Campus Serra levou 61. Os trabalhos foram reconhecidos nas categorias Impacto Social e Sustentabilidade.

Coragem 

Educativo

A equipe Aladins desenvolveu um aplicativo educacional para reunir, em um só lugar, oportunidades como concursos, olimpíadas de conhecimento, processos seletivos e programas de bolsas.

A plataforma organiza cronogramas e materiais de apoio, permitindo que o aluno escolha uma oportunidade e siga uma trilha de preparação personalizada. O projeto levou a medalha de prata da OBT e segundo lugar geral no Desafio APP.

Integram a equipe Raul Rezende Gonçalves, Krystian de Melo Muniz e Lucas Guimarães de Lima Costa, de 16 anos, Alex Sandro Rossmann Cruz do Nascimento e Luiz Felipe Silva de Freitas, 17, e João Victor Pereira Santos, 18.

“É revigorante ver como apenas a coragem de simplesmente decidir participar dessa olimpíada traz tantas possibilidades”, disse João Victor.

Projetos premiados 

Gestão da saúde

Equipe "Loucos e Sonhadores 3" desenvolveu plataforma para organizar informações de pacientes e facilitar o atendimento médico
Equipe "Loucos e Sonhadores 3" desenvolveu plataforma para organizar informações de pacientes e facilitar o atendimento médico Foto: Divulgação

A equipe Loucos e Sonhadores 3: O Ato Final desenvolveu o ConsultaPronta, plataforma criada para organizar informações do paciente antes e durante o atendimento médico, reunindo histórico clínico, informações para pré-triagem e relatórios para facilitar a avaliação dos profissionais.

A equipe é formada por Gabriel Carlos Muniz Vago, Rafael Cabral Lopes, Ian Caliel Matos Cabral, Vitor Felberg Barcelos, Vitória Cruz de Aguiar e Matheus Policário Amorim.

“Desenvolver o projeto foi como construir um sonho. Investimos muito esforço como equipe para mostrar os frutos das nossas ideias, então o processo e os resultados foram empolgantes”, disse Gabriel.

Economia de energia

Equipe "Os Six Sevens" desenvolveu aplicativo que ajuda a acompanhar o consumo de energia e reduzir gastos na conta de luz
Equipe "Os Six Sevens" desenvolveu aplicativo que ajuda a acompanhar o consumo de energia e reduzir gastos na conta de luz Foto: Divulgação

A equipe Os Six Sevens desenvolveu o EcoPoupança, aplicativo que ajuda o usuário a acompanhar e reduzir o consumo de energia elétrica. A ferramenta permite fazer a leitura da conta, estabelecer metas de economia, visualizar gráficos comparativos e estimar a redução dos gastos com sugestões práticas de consumo consciente.

Integram o grupo Lucas Bernardino Miranda e João Aguiar Bissoli, de 17 anos, e Gabriel Corrêa Cardoso, de 16. “Nós pensamos em traduzir dados complexos de consumo em algo tão simples que qualquer pessoa pudesse entender onde o dinheiro estava escapando e ver o reflexo disso em Reais no bolso”, disse Lucas.

Sinais de catarata a partir de foto

Equipe "Pitufos" desenvolveu ferramenta com IA para identificar possíveis sinais de catarata por meio de fotos do olho
Equipe "Pitufos" desenvolveu ferramenta com IA para identificar possíveis sinais de catarata por meio de fotos do olho Foto: Divulgação

A equipe Pitufos criou o Eyessistant, que utiliza Inteligência Artificial e a câmera do celular para identificação de possíveis sinais de catarata a partir da fotografia do olho, e orienta o usuário a buscar uma avaliação com um profissional de oftalmologia.

A equipe é formada por Marlyson Rodrigues Souza, Enzo Marcon, Cristina Teixeira, Melissa Vidoto e Lucca Richa Campagnoli, de 17 anos, e Rafael Hiroshi Eguchi Neves, de 16. “Nós trabalhamos na preparação dos dados, treinamos diferentes modelos, avaliamos os resultados e fomos aprimorando a rede ao longo do desenvolvimento” disse Marlyson.



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