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Economia

Petrolífera compra novas áreas no litoral sul do Espírito Santo

Empresa pagou R$ 94,6 milhões e terá até sete anos para pesquisar óleo e gás na região

Petrolífera compra novas áreas no litoral sul do Espírito Santo
- FPSO Frade, ligado à operação da Prio na região de Wahoo, área próxima aos blocos adquiridos pela companhia
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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização

A petrolífera Prio ampliou sua presença no litoral sul do Espírito Santo ao arrematar os blocos exploratórios Magnetita e Hematita, em leilão realizado na última quarta-feira (7) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O resultado abre uma nova frente de exploração de petróleo e gás na região e pode, nos próximos anos, criar novas oportunidades para empresas e fornecedores instalados no Espírito Santo.

As duas áreas estão no extremo norte da Bacia de Campos, próximas aos campos de Wahoo, no Sul do Espírito Santo, e Frade, no Rio de Janeiro, operados pela Prio.

“Embora sejam formalmente inseridos na Bacia de Campos, esses dois blocos ficam localizados no extremo norte dessa bacia, em uma área compartilhada que alcança o litoral sul do Espírito Santo”, explica Rafaele Cé, presidente da RedePetro ES.

Para ficar com Magnetita, a companhia ofereceu R$ 93 milhões em bônus de assinatura. Já o bloco Hematita foi arrematado por R$ 1,6 milhão.

O arremate, porém, não significa que a produção de petróleo ou gás começará imediatamente. A partir de agora, a Prio passa a ter o direito de explorar as áreas e deverá cumprir um programa exploratório mínimo, que poderá ser executado em até sete anos.

Nesse período, a empresa terá de avançar em uma série de etapas, como estudos sísmicos, levantamento e análise de dados geológicos e geofísicos e, posteriormente, a perfuração de poços, como salienta o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas.

O consultor empresarial considera que a aquisição é positiva para o Espírito Santo. “Qualquer nova descoberta e investimento em pesquisas e novos poços é considerado importante”, disse.

Para Durval Vieira, a aquisição dos blocos pela Prio também sinaliza que a empresa vê potencial para ampliar sua produção na região, aproveitando a estrutura e a tecnologia já utilizadas no campo de Wahoo, onde produz cerca de 40 mil barris de petróleo por dia.

Empregos e impulso para empresas

Rafaele Cé: boas notícias
Rafaele Cé: boas notícias Foto: Divulgação

No Espírito Santo, empresários veem benefícios e dizem que o avanço das atividades exploratórias vão movimentar a cadeia de fornecedores locais.

O consultor empresarial Durval Vieira de Freitas, no entanto, ressalta que a Prio terá primeiro de concluir as pesquisas para avaliar a capacidade e a vida útil dos poços.

Na fase de pesquisas, ele estima que sejam abertas entre 50 a 100 vagas, incluindo profissionais como oceanógrafos, operadores de robôs, instrumentistas, de automação e controle, operadores de máquinas, eletricistas, mecânicos e equipes de manutenção, segurança e meio ambiente.

Ele prevê ainda que empresas especializadas em pesquisa sísmica também poderão contratar profissionais locais.

O presidente da RedePetro ES, Rafaele Cé, afirma que, para quem esperava boas notícias e uma sinalização de novas áreas exploratórias no Espírito Santo, o resultado do leilão é motivo para comemorar.

“Os projetos de offhshore têm prazos longos. Estima-se que a produção efetiva de óleo ocorra entre 6 ou 7 anos, a depender da complexidade do projeto e do modelo a ser estruturado. As contratações e movimentação acontecem antes, em um a dois anos já colheremos frutos relacionados a projetos e prospecções”.



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