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OUTUBRO ROSA

IA já ajuda médicos na detecção do câncer de mama

Tecnologia cruza imagens com dados de milhares de tumores, mas decisão clínica final continua sendo do médico radiologista

Foto de perfil de Eliane Proscholdt

Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização

Além dos avanços que estão transformando o tratamento do câncer de mama, a ciência também tem desenvolvido novas ferramentas para ajudar a identificar a doença cada vez mais cedo.

Entre essas inovações está a Inteligência Artificial (IA), que já auxilia médicos na análise de mamografias e na identificação de alterações suspeitas, inclusive aquelas difíceis de perceber a olho nu.

A médica oncologista da Unimed Sul Capixaba Mariana Novaes explica que a Inteligência Artificial hoje já funciona como uma espécie de segundo leitor das mamografias, analisando imagens e comparando padrões com informações do sistema.

“Com a integração com a IA, é possível pegar imagens e cruzar com dados pré-estabelecidos de milhares de tumores. Com isso, é possível detectar áreas milimétricas de microcalcificações que poderiam passar despercebidas pelo olho humano”, explica.

A médica oncologista clínica Morgana Stelzer Rossi, coordenadora da Unimed Oncologia, também destaca que a tecnologia pode tornar a análise das mamografias mais eficiente, auxiliando os especialistas a reconhecer alterações suspeitas e até a priorizar exames que precisam de maior atenção.

Ela ressalta, no entanto, que a Inteligência Artificial não substitui o trabalho do radiologista.

Cabe ao médico interpretar as imagens, compará-las com exames anteriores e avaliar se os achados realmente indicam a necessidade de investigação.

“A IA é uma aliada do médico. Ela pode ajudar a enxergar, comparar, priorizar a informação, mas quem integra os dados e toma a decisão clínica continua sendo o médico”, afirma.

Além da Inteligência Artificial, Morgana destaca que a evolução dos próprios exames de imagem também ampliou a capacidade de identificar alterações.

Um dos avanços foi a tomossíntese mamária, conhecida como mamografia 3D, que produz imagens em diferentes ângulos e permite avaliar o tecido da mama em várias camadas.

Segundo a especialista, essa evolução também reforçou a importância de individualizar a escolha dos exames.

Dependendo da idade, da densidade das mamas, dos sintomas e do risco de cada mulher, o médico pode indicar diferentes métodos de investigação, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética.



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