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Economia

Produção de petróleo cresce e movimenta novos negócios no ES

Produção de petróleo cresceu 40,4% e a de gás, 57,6%, aquecendo no Espírito Santo negócios de transporte, alimentação, manutenção e hotelaria

Plataforma P-82 teve módulos fabricados no Estaleiro Seatrium Aracruz e seguirá para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos

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A produção de petróleo e gás do Espírito Santo cresceram mais de 40% até agosto, o que está criando mais negócios, oportunidades e empregos.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média de petróleo alcançou 252,5 mil barris diários entre janeiro e agosto de, alta de 40,4% com relação a 2025, enquanto a de gás natural atingiu 7,2 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 57,6% na comparação anual.

Novos negócios, principalmente, no setor de logística, tem surgido, destacou o consultor empresarial Durval Vieira de Freitas. Ele disse também que o crescimento da produção amplia as oportunidades para fornecedores e abre espaço para mais empresas.

“Com o aumento da produção, demanda mais transportes aéreo, alimentação, serviços de manutenção, hotelaria, entre muitas outras áreas. Abre oportunidades para pequenas, médias e grandes empresas de fornecimento”, afirmou.

Conforme o Anuário da Indústria de Petróleo e Gás do Observatório Findes, foram registradas 652 empresas na cadeia produtiva, refletindo um crescimento de cerca de 7,3% em relação ao levantamento anterior, ressaltou Carlos Jardim Sena, vice-presidente do Centro Capixaba de Desenvolvimento Metalmecânico (CDMEC).

“A Petrobras, sozinha, contratou ou manteve relacionamento com centenas de empresas locais. Em 2025, gastou cerca de R$ 3,1 bilhões com fornecedores no Espírito Santo e assinou contratos na casa dos bilhões”, apontou Sena.

Empresas como Prysmian, TechnipFMC, Imetame, Seatrium Aracruz e outras da metalmecânica e engenharia submarina aparecem com frequência nos contratos, detalhou o vice-presidente do CDMEC.

Pequenas e médias empresas conseguem competir com grandes fornecedores em nichos específicos ou como subfornecedores. “O caso da NBS Petróleo e Gás, que evoluiu de prestadora de serviços para operadora independente, ilustra o potencial”, explicou Sena.

P-82

Navio que é parte “made in ES” vai passar a produzir

O navio-plataforma P-82, que teve partes produzidas no Estaleiro Seatrium Aracruz vai entrar em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, o maior campo em reservas e em produção do Brasil.

A plataforma deixou o estaleiro Tuas Boulevard Yard, em Singapura, no último domingo, rumo ao Brasil. Parte dos módulos de processo da P-82 foram fabricados no Brasil, no Estaleiro Seatrium Aracruz, o que contribuiu para qualificação de mão de obra e geração de emprego e renda e desenvolvimento da indústria naval no País. Também houve construção de módulos em Singapura e na China.

Saiba Mais 

Crescimento da produção

  • A produção média de petróleo no Espírito Santo atingiu 252,9 mil barris por dia entre janeiro e agosto de 2026, alta de 40,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a produção média de gás natural totalizou 7,2 milhões de metros cúbicos por dia entre janeiro e agosto de 2026, tendo crescimento de 57,6% frente ao mesmo período de 2025.
  • A FPSO Maria Quitéria e o campo de Wahoo, pertencente à Prio, contribuíram para o crescimento da produção.

Segmentos beneficiados

Os segmentos que tendem a sentir maior impacto, direto e indireto, são:

  • Cadeia de suprimentos de óleo e gás: equipamentos submarinos, umbilicais, dutos, manutenção, engenharia e serviços offshore/onshore.
  • Indústria de transformação e metalmecânica: módulos de FPSO, revestimentos de dutos, estruturas.
  • Logística e portos: apoio a plataformas, movimentação de cargas, afretamento de embarcações.
  • Serviços especializados: SMS – Segurança, Meio Ambiente e Saúde; alimentação; consultoria técnica; inspeção, entre outros.
  • Comércio e serviços urbanos: hotéis, alimentação, transporte, comércio local nas regiões de maior atividade.

Efeitos da demanda

  • A cadeia formal cria cerca de 17 mil empregos com salário médio elevado (próximo ou acima de R$ 8 mil). Parte desses trabalhadores gasta renda em comércio, serviços e habitação locais.



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