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Polícia

Médico de 91 anos depõe em júri de ex-secretária acusada de envenená-lo

Cardiologista de 91 anos depôs no júri popular e acusou a ex-secretária de envenená-lo sistematicamente com arsênio na clínica.

O médico cardiologista Vítor Murad, de 91 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira (26)

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O médico cardiologista Vítor Murad, de 91 anos, prestou depoimento nesta segunda-feira (26) no primeiro dia do júri popular da ex-secretária Bruna Garcia Barbosa Marinho, de 31 anos, acusada de tentar matá-lo com arsênio.

Segundo informações da repórter Manoela Machado, da TV Tribuna/Band, debilitado, o médico precisou de ajuda para se sentar diante dos jurados, no Fórum de Vitória.

Segundo a acusação, o envenenamento teria ocorrido de forma sistemática, com pequenas doses da substância misturadas a alimentos consumidos pelo médico. Bruna foi presa em outubro do ano passado, após cerca de um ano de investigação.

O arsênio foi encontrado no depósito da clínica onde ela trabalhava, na Praia do Canto, e a nota fiscal da compra estava em nome do marido dela. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado após demonstrar que não sabia da aquisição.

Durante o depoimento, Murad afirmou que não considera o caso apenas uma tentativa de homicídio. “Ela estava me matando, é diferente. Não tava tentando, tava matando, entende? Uma menina que eu tinha muita consideração por ela, pela família dela, me traiu covardemente. Eu tive sorte e não morrer”, declarou.

Bruna trabalhava na clínica desde 2013 e, conforme o processo, tinha acesso às finanças do local. A investigação apontou ainda um desfalque superior a R$ 500 mil. O desvio é investigado separadamente.

Para o Ministério Público, os laudos comprovam o envenenamento e apontam que os sintomas desapareceram depois que Bruna deixou o trabalho. “A prova é robusta, temos provas suficientes para a condenação”, disse o promotor Leonardo Augusto César.

A acusação também rebateu a tentativa da defesa de levantar suspeitas sobre a atual esposa do médico, por causa de um testamento e de um seguro de vida. Segundo o promotor, os documentos foram feitos depois do período apontado como de envenenamento e não há provas contra a mulher.

Ontem, foram ouvidas cinco testemunhas. O julgamento deve prosseguir até hoje, com a previsão de depoimento de testemunhas de defesa. Bruna responde por tentativa de homicídio qualificado.



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