ASSINE
Anúncio
Polícia

Nove suspeitos são denunciados por rede de tráfico no Caparaó

Denúncia do MPES aponta rede organizada de tráfico de drogas em cidades do Caparaó, com divisão de tarefas e movimentação financeira estruturada.

Guilherme Massini Gripp, de 30 anos - preso preventivamente / Rone Vieira Braz, de 40 anos - em liberdade provisória / Gilmaick Almeida Gomes, de 34 anos - preso preventivamente / Altair Sabino da Silva, de 33 anos - solto / Fabiano Gomes da Silva, de 41 anos - em liberdade provisória / Miquéias Cerqueira de Souza, de 34 anos - preso na condição de condenado / Zilá Belmiro Garcia, de 37 anos - em prisão domiciliar / Reginaldo Sebastião Marques, de 34 anos - preso preventivamente

Última atualização

00:00
Modo claro
Modo escuro
A+ A-

Nove pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), suspeitas de integrar uma rede de fornecimento, aquisição, distribuição e comercialização de entorpecentes. Segundo informações da Polícia Civil, o grupo atuava em diversos municípios do Caparaó capixaba, como Ibitirama, Iúna, Guaçuí, Irupi e Divino de São Lourenço.

Como começou a investigação sobre o grupo

O grupo começou a ser investigado em maio de 2025, quando celulares foram apreendidos durante uma operação de busca e apreensão. A partir da análise dos dados extraídos dos dispositivos, a investigação permitiu que a Polícia Civil reconstruísse as relações comerciais e financeiras entre os envolvidos.

Esses elementos, segundo a apuração, revelaram uma rede de venda de drogas e movimentação de recursos relacionados à atividade ilícita. As informações coletadas indicaram vínculos recorrentes entre os investigados e um circuito estruturado de fornecimento e revenda de entorpecentes.

Divisão de tarefas e papéis atribuídos aos investigados

Ainda de acordo com a investigação, o grupo era organizado e apresentava divisão de tarefas e relações comerciais frequentes, com registros de fornecimentos sucessivos, dívidas relacionadas à aquisição de drogas e pagamentos realizados por transferências eletrônicas.

Um dos investigados, um homem de 30 anos, foi apontado como fornecedor regional de entorpecentes e responsável por manter registros de operações e dívidas atribuídas a revendedores. Os cadernos apreendidos durante a investigação continham anotações de valores associados a diferentes pessoas relacionadas ao circuito de distribuição.

Outro investigado, um homem de 32 anos, teria atuado na movimentação financeira do grupo. Segundo a apuração, ele utilizava sua conta em uma plataforma de pagamentos para receber e transferir valores, encaminhando comprovantes das operações a integrantes responsáveis pela distribuição das drogas.

A investigação também identificou um homem de 40 anos apontado como fornecedor de entorpecentes, com comunicações relacionadas à chegada de materiais e indícios de movimentação financeira vinculada ao abastecimento do grupo. Já um homem de 19 anos foi identificado como fonte habitual de fornecimento de drogas, com registros de negociações, cobranças e retirada de produtos por terceiros.

Os demais investigados, homens de 34, 34, 37 e 41 anos e uma mulher de 37 anos, foram relacionados ao circuito de aquisição e revenda de drogas. Entre os elementos reunidos estão anotações contábeis atribuídas aos investigados, registros de dívidas decorrentes do fornecimento de entorpecentes e, em um dos casos, apreensões de substância semelhante à maconha, embalagens utilizadas para acondicionamento de drogas, caderno com valores a receber e outros materiais.

Um dos investigados também foi apontado como responsável pela comercialização de entorpecentes na região de Divino de São Lourenço, com registros de negociações e cobranças de dívidas relacionadas à atividade ilícita.

Denúncia, crimes imputados e situação dos réus

Os nove investigados foram denunciados por supostos crimes relacionados ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico, com exceção de um deles, para quem a denúncia apresentada neste procedimento se refere exclusivamente à associação para o tráfico, em razão da delimitação dos fatos já submetidos à persecução penal em outro processo.

A denúncia representa uma etapa do processo judicial, e a responsabilidade criminal dos investigados será apreciada pela Justiça, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Em relação à situação dos denunciados, três homens, de 30, 34 e 34 anos, estão presos preventivamente. Um homem de 34 anos está preso na condição de condenado, enquanto uma mulher de 37 anos cumpre prisão domiciliar.

Outros dois homens, de 40 e 41 anos, respondem em liberdade provisória. Já dois homens, de 33 e 19 anos, estão soltos.



Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.