- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Brasil

Justiça autoriza nome polêmico para criança de MG

Registro havia negado pela similaridade com o passo de dança “plié”. Justiça alegou que criança poderia ser vítima de bullying

Pais do bebê entraram na Justiça após o cartório negar o registro do nome por causa da grafia
Foto de perfil de

Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização



A Justiça de Minas Gerais voltou atrás na decisão e autorizou o registro de um bebê com o nome Piiê, em homenagem ao primeiro faraó negro do Egito. A juíza que ficou inicialmente encarregada do caso alegou que o nome faria a criança sofrer bullying por parecer o passo de ballet “plié”.

O menino, com 11 dias de vida, ainda não possui certidão de nascimento, e deve ser registrado nesta quinta-feira (12), segundo seu pai, Danillo Prímola.

Os pais do bebê entraram na Justiça após o cartório negar o registro do nome por causa da grafia. Inicialmente, o pedido foi negado, mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais emitiu nota informando que a juíza reconsiderou a decisão.

“Considerando os novos argumentos trazidos, através do qual agora os pais explicitam a questão cultural que os guiou para a escolha do nome, os quais não foram apontados no pedido inicial”, diz a nota.

Piiê nasceu em 31 de agosto em Belo Horizonte, é fruto da segunda gestação após a perda de um bebê em 2020. “Nesse meio tempo ficamos sabendo da história do faraó que foi uma grande liderança negra”, contou o pai.

Desde o início da gestação, o neném era chamado de Piiê, inclusive no chá revelação, onde as opções de nome eram Piiê e Ayanna, caso fosse menina.

A Lei 6.015/1973 prevê que o registro civil não pode ser realizado com nomes suscetíveis de expor seus portadores ao ridículo.



Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.