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Médico morto em ação da PM tinha medalha nazista e arsenal em casa

Luciano Lopes Pastor morreu após troca de tiros com a PM em Catanduva; em casa, polícia achou arsenal de armas, réplica de granada e medalha nazista

Médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu em uma troca de tiros com a PM em Catanduva, no interior de São Paulo
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Redação Tribuna Online

Última atualização

O médico Luciano Lopes Pastor, de 52 anos, morreu no domingo (18) após trocar tiros com a Polícia Militar em Catanduva, no interior de São Paulo. Na casa dele, policiais encontraram um arsenal de armas e munições, além de uma medalha com o símbolo da suástica nazista e uma réplica de granada.

A ocorrência começou quando a mulher do médico acionou a polícia e relatou que havia sido ameaçada de morte pelo marido. Segundo o relato, Luciano estava armado e apresentava comportamento agressivo após consumir bebida alcoólica durante um churrasco.

Quando os policiais chegaram ao imóvel, a mulher estava na área externa, enquanto o médico permanecia dentro da residência com dois filhos menores de idade. Os agentes iniciaram um protocolo de negociação, mas, segundo a versão policial, Luciano se abrigou atrás de um pilar, apontou a arma na direção da equipe e disparou.

Os policiais reagiram, atingiram o médico, e ele morreu no local. A mulher e os filhos não ficaram feridos. Os menores foram retirados da residência e entregues a familiares, enquanto a companheira do médico foi encaminhada a um hospital para atendimento.

Arsenal de armas e medalha com suástica nazista

Durante a busca no imóvel, os policiais apreenderam armas de diferentes calibres, munições, duas espingardas, pistolas e revólveres.

  • Armas de diferentes calibres e munições
  • Duas espingardas, pistolas e revólveres
  • Acessório que adapta pistola para uso como carabina
  • Espadas, um facão, coldres e carregadores
  • Réplica de granada
  • Medalha com o símbolo da suástica nazista

Uma das pistolas tinha inscrições em alemão, e uma medalha com o símbolo da suástica nazista também foi localizada pelos agentes.

Os policiais ainda encontraram dois cofres na residência. Um deles estava aberto e guardava armas e munições. O outro permaneceu fechado porque não foi possível obter informações para abri-lo.

Investigação sobre armas e atuação do médico

Um advogado da família informou que Luciano era registrado como Caçador, Atirador e Colecionador (CAC). No entanto, a documentação necessária para confirmar a regularidade dos armamentos e das munições não foi localizada durante a ocorrência.

Luciano atuava na área médica em Catanduva e foi diretor-presidente da Associação Mahatma Gandhi, organização que trabalha com saúde mental, psiquiatria e tratamento da dependência química, além de administrar unidades de saúde.

Em 2025, ele foi preso durante a Operação Duas Caras, do Ministério Público de São Paulo, que investigava suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à entidade.

Crime é registrado como violência doméstica e morte em ação policial

O caso foi registrado como violência doméstica, ameaça contra a mulher, resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência, e um Inquérito Policial Militar foi instaurado.

Casos de violência contra mulheres podem ser denunciados pelo telefone 190, da Polícia Militar, pelo 180, da Central de Atendimento à Mulher, e pelo Disque 100, destinado a denúncias de violações de direitos humanos.

Com informações do UOL e da Agência Estado.



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