- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Brasil

Sinais de alerta precederam ataque em escola estadual em SP. Veja cronologia

Professores e alunos foram esfaqueados dentro da escola na segunda-feira. Aluno agressor já havia feito ameaças

Escola da Zona Oeste de São Paulo onde ocorreu o ataque

Última atualização

 
















|














Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

O ataque que deixou uma professora morta escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia, na zona oeste de São Paulo, foi precedido por um comportamento que gerava preocupação.

Ao longo de um mês, sinais que apontavam para uma tragédia iminente ficaram registrados num boletim de ocorrência, no seu atendimento por serviços de saúde mental, em mensagens na internet e brigas na escola.

LEIA MAIS:

Aluna diz ter sido convidada para ataque em escola de SP, afirma delegado

Ataque de aluno expõe abandono das escolas, diz sindicato de professores de SP

Confira o passo a passo:

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

Exatamente um mês antes do ataque, a Promotoria de Justiça de Taboão da Serra recebe um ofício relatando o comportamento do aluno, que estudava então na escola.

No dia 28 de fevereiro, uma funcionária da escola de Taboão da Serra faz um boletim de ocorrência relatando comportamento suspeito e ameaças a alunos, com fotos do agressor portando uma arma.

O documento é encaminhado ao 1º Distrito Policial da cidade, que chama testemunhas para depor e notifica a Vara da Infância e Juventude e o Conselho Tutelar do Município.

No mesmo dia, a escola envia email para o CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil) solicitando acolhimento do adolescente. A unidade disponibiliza um técnico para o atendimento, mas mãe e filho não comparecem.

TRANSFERÊNCIA ESCOLAR

No dia 1º de março, o pai do adolescente pede a transferência dele para outra escola

Cinco dias depois, o aluno retorna à Escola Estadual Thomazia Montoro. Ele já havia estudado lá até 2021, foi para a escola de Taboão da Serra e agora voltava à unidade da capital paulista. Na mesma data, a família informa ao Conselho Tutelar, que acompanhava o caso, que havia se mudado para o município de São Paulo.

Assim, com a mudança de domicílio, a competência para acompanhamento do caso sai de Taboão da Serra, passando para a capital, para onde o procedimento instaurado na Promotoria de Justiça é encaminhado.

AVALIAÇÃO NO CAPSI

No dia 9 de março, mãe e filho são avaliados pela equipe multiprofissional de saúde mental do CAPSi. Após a avaliação, a equipe percebe a necessidade para consulta com psiquiatra.

Esse atendimento é agendado para o dia seguinte, mas a mãe e o jovem não vão à consulta.

CONSELHO TUTELAR

No dia 17 de março, uma equipe do Conselho Tutelar entra em contato com o jovem e a família. A mãe diz ter compromissos profissionais. Na mesma semana, o serviço entra em contato com a família e realiza um novo agendamento.

BRIGAS NA ESCOLA

Menos de 20 dias após voltar à antiga escola, o adolescente se envolve em ao menos uma agressão e uma briga.

Na quinta-feira (23), ele dá um soco no rosto de um aluno dois anos mais novo. Chamado pela direção da escola, ele diz que estava “com raiva e precisava desestressar”.

Na sexta (24), ele briga com um colega da sala, é apartado por outros alunos e pela professora Elisabeth Tenreiro, 71. O autor dos ataques teria feito ofensas racistas a um colega de sala, dando início à briga. Ele afirma que “vai ter volta”.

LEIA MAIS:

Justiça autoriza quebra de sigilo de autor de ataque em SP, diz delegado
“Pais têm de enxergar sinais”, diz mãe de um jovem que atacou escola no ES

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.