O Hospital Badim, no bairro do Maracanã, informou, nessa quinta-feira (27), que o torcedor do Fluminense Bruno Tonini, de 38 anos, recebeu alta da unidade de saúde.
Ele é fotógrafo e estava em um bar nas proximidades do Estádio do Maracanã, com um grupo de amigos, no dia 1º deste mês, quando um policial penal fez nove disparos de pistola, ferindo Bruno e matando o cinegrafista Thiago Mota.
Os amigos comemoravam a vitória do Fluminense sobre o Flamengo, na primeira partida da final do Campeonato Carioca. O agente, lotado na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), está com a prisão preventiva decretada pela Justiça.
A denúncia do Ministério Público estadual relata que, por volta das 22h52, em frente à Pizzaria Os Renatos, o acusado teria dito que “petista é igual flamenguista, tudo burro e ladrão”, o que provocou a revolta das vítimas.
O documento encaminhado à 4ª Vara Criminal da Capital informa que “os crimes foram praticados por motivo torpe, em razão do inconformismo do acusado com as posições políticas expressadas pelas vítimas após suas declarações, com emprego de meio que resultou em perigo comum, uma vez que o denunciado atirou em via pública, com grande número de pessoas circulando e confraternizando em bares locais. Além disso, os crimes foram praticados mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, pegas desprevenidas pela ação inesperada do denunciado”.