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38 profissionais desistem de atuar no Mais Médicos no Estado

De acordo com lista divulgada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5), 38 profissionais desistiram de participar do Mais Médicos no Espírito ...

Médicos: de acordo com o futuro secretário, o Estado precisa de mais 300 profissionais para atuar na da estratégia da saúde de família

Última atualização

De acordo com lista divulgada pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (5), 38 profissionais desistiram de participar do Mais Médicos no Espírito Santo. O número de desistências equivale a quase 8% do atual quadro de médicos do programa no Estado, que segundo a Secretaria da Saúde (Sesa) é composto por 476 profissionais.

Por nota, a Sesa avaliou que o “Estado não teve o impacto de desistências do cenário nacional”. O País totaliza 1052 exonerações desde o início deste ano.

Médicos brasileiros começaram a assumir as vagas em novembro do ano passado, após a saída dos profissionais cubanos. Na época, o edital disponibilizou 8.517 vagas.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), as desistências no Estado podem ser consideradas pontuais. “Provavelmente os profissionais que desistiram foram aprovados na residência médica ou entraram no programa só enquanto não aparecia uma oportunidade melhor”, afirmou.

Já o presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa, acredita que estrutura inadequada para a realização dos atendimentos, como falta de remédios e equipamentos, pode ter sido um fator desestimulador para os profissionais. “Além disso, há a distância da família, no caso daqueles que se deslocaram para o interior. Eles podem não ter se adaptado a isso”.

Uma médica recém-formada que, com medo de sofrer algum tipo de represália da população, não quis se identificar, disse que desistiu do Mais Médicos porque foi aprovada na residência (modalidade de ensino de pós-graduação para especialização de médicos). Segundo ela, o resultado da prova só saiu em fevereiro.

“A carga horária e a bolsa do Mais Médicos são muito melhores que as da residência, mas o programa tem duração de três anos e a especialização é uma chance de conseguir um bom local de trabalho”, explicou. No entanto, ela acredita que se o programa oferecesse um plano de carreira e mais segurança aos médicos, alguns não teriam dado preferência à residência.

A Secretaria Municipal de Saúde de Vitória informou que cinco médicos brasileiros ocuparam as vagas abertas no município em dezembro do ano passado. Desses, três solicitaram o desligamento em fevereiro e ainda não foram substituídos.

Segundo a prefeitura da Serra, 18 profissionais pediram exoneração do cargo no início deste ano, em razão de terem sido aprovados para residências médicas. Esses profissionais estão sendo substituídas por servidores de contratos e concurso público do próprio município.

Em Cariacica, apenas um médico deixou o programa, após dois meses, também devido a aprovação em um curso de residência. Enquanto a vaga não é preenchida, está sendo realizado remanejamento de profissionais, para evitar que a população seja prejudicada. O mesmo acontece na prefeitura de Vila Velha. Segundo comunicado, foram três desistências nos primeiros meses deste ano.

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