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EPIDEMIAS NO ESTADO

396 mil crianças liberadas para tomar vacina a partir deste mês

A ideia é que a vacinação comece pelas crianças mais velhas até as mais novas e com imunizante Pfizer

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Aguardada com muita expectativa, finalmente chegou a vez das crianças entre 5 e 11 anos de idade serem imunizadas contra a covid-19. No Estado, a previsão é de que mais de 396 mil comecem a ser vacinadas já partir do dia 15, caso o calendário do Ministério da Saúde seja mantido.

A imunização para esse público com a vacina da Pfizer já havia sido autorizada em 16 de dezembro de 2021 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro lote de vacinas, com 1,24 milhão de doses, deve chegar ao País na próxima quinta-feira, dia 13.

A distribuição aos estados começará a ser feita no dia seguinte, se o cronograma for cumprido. A expectativa é de que o Espírito Santo receba cerca de 24 mil doses nessa primeira remessa, considerando a proporção da população.  

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, caso chegue na data anunciada, a aplicação deve começar no dia seguinte para os capixabas, ou seja, dia 15.

Outros dois lotes devem chegar ao País nos dias 20 e 27 deste mês. Cada um terá a mesma quantidade, o que equivaleria a cerca de 72 mil doses para o Estado em janeiro.  

Sobre a vacinação no Espírito Santo, Nésio frisou que a estratégia depende do quantitativo de doses.

Para ele, a oferta por livre demanda a todos de 5 a 11 anos seria a melhor maneira de garantir a aplicação. “No entanto, pelo quantitativo anunciado, devemos adotar a vacinação por grupos de idades, começando pelos mais velhos”.

Já prevendo prejuízos iniciais para a vacinação de crianças, principalmente por causa de informações sem embasamento técnico propagadas por grupos antivacinas, ele afirmou que essas faixas etárias devem ser mais amplas. 

“No lugar de iniciar por crianças de 10 a 11 anos, por exemplo, podemos estabelecer grupo acima dos 8 anos. Vamos avaliar. Mas precisamos reafirmar a importância das vacinas. Elas são seguras, eficazes e muito importantes neste momento extremamente delicado”, frisou.

Nésio reiterou alerta aos pais para os cuidados com aglomerações. “Não subestimem os sintomas dos filhos. Infelizmente, eles não estão protegidos para o cenário de avanço da variante ômicron, sobreposto à epidemia de influenza”. 

As doses para esse público serão aplicadas com intervalo de oito semanas – um prazo maior que o previsto na bula, de três semanas. Além disto, a dosagem será diferente daquela dos adultos.

 













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“Traz mais benefícios do que riscos”

Quem não vê a hora de vacinar a filha Ana Beatriz, de 8 anos, é o servidor público estadual Otávio Lisboa, de 42 anos, e a gestora de clínicas médicas Melissa Lisboa, 41, também pais de Manuela, de 3 anos. 

Embora respeite a opinião de quem ainda não se sente seguro em imunizar as crianças, Otávio não tem dúvida.

“Somos a favor da medicina e da ciência, portanto, somos favoráveis à vacina para a faixa etária de 5 a 11 anos. Além de ser uma recomendação do Ministério da Saúde e da Anvisa, consideramos uma segurança a mais para o ambiente escolar”. 

Ele lembra ainda que os estudos mostram que os efeitos colaterais, de forma geral, variam de leves a moderados. “Isso nos leva a concluir que a vacinação traz mais benefícios do que riscos às crianças quanto à adesão à campanha”, salienta o servidor.

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