Moradores entraram na Justiça para pedir a paralisação das obras de uma escola particular, na Praia da Costa, na região próxima ao Morro do Moreno, em Vila Velha.
Em uma ação popular, movida pela Associação dos Moradores da Praia da Costa, pelo Instituto Jacarenema de Pesquisa Ambiental (Injapa) e pelo advogado e representante da associação Christiano Augusto Menegatti, moradores da região pedem à Justiça a intervenção imediata das obras da nova unidade de ensino do Colégio Primeiro Mundo.
De acordo com Christiano Augusto, o pedido de paralisação das atividades no local não é novo.
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O advogado contou que as obras chegaram a ser suspensas, por determinação do Ministério Público Estadual (MPES) em setembro, pois o empreendimento não havia concluído o Plano de Manejo do Monumento Natural Morro do Moreno, criado pela Lei 6.447, de 19 de maio de 2021.
Segundo o advogado, não foi feito e nem apresentado aos moradores nenhum estudo de impacto ambiental e nenhum plano de mobilidade urbana.
“Queremos apenas que tudo aconteça de acordo com a lei que regulamentam as obras no município, e isso, não está acontecendo. Em nenhum momento foi discutido com os moradores sobre os impactos e os danos em toda a área, inclusive na reserva do Morro do Moreno”, declarou.
Por nota, o MP informou que concorda com a ação popular ajuizada pelos moradores, mas ainda não teve acesso ao documento. O órgão ressaltou ainda que se manifestou contra a decisão da 1ª Vara Municipal de Vila Velha, que autorizou o retorno das obras.
Já a Prefeitura de Vila Velha informou que as obras no local foram retomadas por decisão judicial.
Centro educacional diz ter feito reuniões no bairro
Por meio de nota, o grupo de investidores responsável pela obra do Centro Educacional Primeiro Mundo, em Vila Velha, informou que, ao longo do último mês, realizou, pelo menos, três reuniões com a Associação de Moradores da Praia da Costa para esclarecer detalhes sobre a nova unidade e seus impactos na comunidade.
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Na nota consta ainda que uma das preocupações apontadas foi o impacto relacionado ao trânsito na região.
Entretanto, o colégio afirma que o projeto prevê medidas para reduzir o problema, como a instalação de um drive-thru em frente à escola, o uso de um aplicativo para agendamento da retirada dos alunos e a disponibilização de manobristas para evitar a concentração de veículos no local.
Informaram ainda que o grupo possui todas as aprovações e licenças ambientais necessárias, além da autorização da Prefeitura de Vila Velha para a execução das atividades no município.
Em outro trecho da nota, a escola afirma que a obra está prevista no atual Plano Diretor, assegurando a política de expansão urbana. E que a unidade deve abrigar 700 estudantes e gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos.
“O grupo de investidores reforça que está aberto ao diálogo e se coloca à disposição da comunidade para tirar dúvidas e fornecer mais informações sobre o projeto”, consta em nota.