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“Achei o doador que pode me salvar”, diz médica que sofre de doença rara

“Me sinto vivendo um milagre”. É dessa forma que a médica Ana Carolina Cavalieri Milanez, de 26 anos, disse que se sente depois de ter encontrado um ...

Ana Carolina Milanez é médica

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Médica Ana Carolina Cavalieri Milanez sofre de uma doença que reduz as plaquetas do sangue (Foto: Dayana Souza / AT)

“Me sinto vivendo um milagre”. É dessa forma que a médica Ana Carolina Cavalieri Milanez, de 26 anos, disse que se sente depois de ter encontrado um doador de medula óssea para tratar doença rara.

Na última terça-feira, ela recebeu a notícia que tanto esperava: o hospital revelou que foi encontrado um doador 100% compatível.

Há um ano, ela foi diagnosticada com anemia aplástica, uma condição sanguínea cuja a causa ainda não é conhecida, considerada rara.

O jornal A Tribuna contou a história de Ana Carolina em outubro de 2019, quando a médica entrou na fila para receber doação do banco de medula. A capixaba, que vivia em Campinas, São Paulo, precisou voltar para a casa dos pais, em Vitória.

Tudo começou com um diagnóstico de gastroenterite, uma infecção intestinal que causa diarreia e vômitos.

Após realizar o tratamento, os exames de rotina indicaram que seu número de plaquetas no sangue estava baixo – para uma pessoa saudável, o número precisa ser, no mínimo, 150 mil; Ana Carolina estava com 100 mil, e chegou a ter apenas 20 mil, o que a colocava em grande risco.

Agora, Ana Carolina está aliviada, não somente por saber que o tratamento com medicações está sendo eficaz. Hoje, ela revela que aprendeu a lição de agradecer sempre pela vida, principalmente ao saber que será salva.

“O maior índice de cura é com o transplante. Eu não sei quem é o meu doador, de onde ele é, mas já agradeço a ele por isso. Achei o doador que pode me salvar. Me sinto abençoada, vivendo um milagre. Porém, também fico feliz demais em saber que estou respondendo bem à medicação”, comemorou.

Ana Carolina relembra que passou 10 dias internada, aguardando o resultado dos exames de compatibilidade.

A primeira opção, nesses casos, era sua única irmã. No entanto, elas não tinham compatibilidade suficiente para o transplante. “Eu fiquei triste demais sabendo disso, porque minha irmã era minha esperança. As chances de encontrar um doador são uma a cada 100 mil”.

Entretanto, ela não deixou de acreditar que era possível encontrar um doador compatível. “Eu estava confiante. Ago dentro de mim já dizia que era certo que eu encontraria a solução para isso”, comentou a médica.

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