Rodoviários e empresários que controlam o Sistema Transcol assinaram um acordo de aumento salarial, evitando a já tradicional paralisação dos ônibus no fim do ano. Esse acordo sem intervenção da Justiça não acontecia desde 2016.
A falta de entendimento entre empresários e funcionários acarretou em paralisação dos ônibus e transtorno para os passageiros da Grande Vitória em 2018, 2017, 2015, 2014, 2013, 2010 e 2009.
No ano passado, não houve greve, mas o impasse terminou em confusão entre os próprios rodoviários e foi parar na Justiça.
Após as negociações das últimas semanas, patrões e funcionários concordaram com o reajuste de 2,46% nos salários, além do acréscimo de R$ 1,50 por dia no tíquete-refeição (ajuste de 5,17%) e aumento de 10% na parcela paga pelas empresas no plano de saúde.
Com o aumento, o salário dos motoristas passou de R$ 2.374 para R$ 2.433. Já os cobradores, que recebiam R$ 1.234, agora vão ganhar R$ 1.265.
O desfecho antecipado das negociações foi visto como positivo pelas empresas, já que nos anos anteriores as partes demoraram a entrar em acordo e o impasse acabou sendo levado para conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES).
“O acordo foi satisfatório no sentido de que, depois de um longo ano com percalços causados pela pandemia, evitamos a realização de paralisações e a interrupção da prestação do serviço à população, além do desgaste de uma possível judicialização, caso as discussões não evoluíssem”, afirmou o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano de Vitória (GVBus), Elias Baltazar.
Para o diretor do Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sindirodoviários-ES), Miguel Leite, o acordo que evitou a greve mostra o “amadurecimento” dos empresários e dos rodoviários.
“O acordo foi positivo, principalmente, por conta do aumento em relação ao plano de saúde. A maioria aprovou. Esse acordo, sem intervenção da Justiça, mostra amadurecimento das duas partes. Esperamos que continue assim nos próximos anos”, afirmou o diretor sindical.
O que ficou decidido
- Reajuste de 2,46% no salário.
- Aumento de 5,17% no tíquete-refeição (acréscimo de R$ 1,50 por dia).
- Aumento de 10% na parcela paga pelas empresas no plano de saúde.
- Nas escalas de 5 por um, quando cair em um domingo, a folga será no final de semana (sábado e domingo).
Salários
- Motorista – O salário Passou de R$ 2.374,87 para R$ 2.433,29.
- Cobradores – O valor Passou de R$ 1.234,99 para R$ 1.265,37.
- Fiscais – O salário Passou de R$ 1.662,42 para R$ 1.703,32.
Tíquete-refeição
- Mensal: passou de R$ 754,26 para R$ 793,26.
- Diário: o valor passou de R$ 29,01 para R$ 30,51.