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Acrobacias de tirar o fôlego em esporte na praia

Desafiar os limites do corpo e a confiança no próximo são objetivos dos “líderes de torcida” capixabas e mineiros que se reuniram ontem na Praia de ...

Estudante de Educação Física Yasmin Locateli participou da atividade: “Dá um pouco de medo, e confiar nas bases é essencial. Quando acertamos a figura, ficamos muito felizes”.

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Estudante de Educação Física Yasmin Locateli participou da atividade: “Dá um pouco de medo, e  confiar nas bases é essencial. Quando  acertamos a figura, ficamos muito felizes”. (Foto: Gustavo Forattini/AT)Desafiar os limites do corpo e a confiança no próximo são objetivos dos “líderes de torcida” capixabas e mineiros que se reuniram ontem na Praia de Itaparica, em Vila Velha. O grupo de universitários se divertiu ao praticar acrobacias na areia da praia.

A estudante de Educação Física Yasmin Locateli, 22 anos, participou da atividade e contou sobre a sensação de estar nas alturas, já que pratica o esporte há cerca de um ano.

“Dá um pouco de medo, mas é divertido. Confiar nas bases é essencial. Quando acertamos a figura, ficamos muito felizes”.

Apesar de o esporte ser chamado de “cheerleading” (líderes de torcida, em inglês), a atividade é desvinculada de outras práticas e possui competições próprias.

Quem também entrou na aventura foram os gêmeos Pedro Fernandes Guimarães e Roni Fernandes Guimarães, 22, estudantes de Educação Física. Eles vieram de Governador Valadares (MG) passear e resolveram treinar acrobacias com os capixabas.

Para Pedro, o que começou como curiosidade, há dois anos, virou paixão. “O principal objetivo é desafiar e ver o que somos capazes de fazer com o nosso corpo e com as outras pessoas. Além disso, criar muitas amizades”, disse Pedro.

O universitário André Danilo disse que o esporte exige disciplina. Ele contou também que sofreu um pouco de preconceito por ser homem e líder de torcida (Foto: Gustavo Forattini/AT)Roni acredita que é preciso dar o seu melhor em todos os movimentos que faz. Ele explicou que os campeonatos de “líderes de torcida” estão cada vez mais evoluídos. “E isso motiva a gente a querer melhorar, praticar e competir”.

Para o universitário André Danilo Rodrigues, 22, o esporte exige disciplina. Ele contou que sofreu um pouco de preconceito por ser homem e líder de torcida.

“Muitas pessoas não sabem que o cheer (líder de torcida) foi um esporte iniciado por homens e, como os filmes, rotulam como uma ‘dança’ feminina. Há muito preconceito com o homem praticando”.

Para o estudante Robson Lorenzoni Júnior, 27, ser líder de torcida no Brasil é desafiador e incomum.

“A gente ainda sofre muito preconceito porque, além de as pessoas não enxergarem o cheer da forma que é, não o enxergam como um esporte de verdade”, disse.

Os universitários retiraram a máscara somente para as fotos.

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