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Animais abandonados nas ruas é uma situação cada vez mais frequente. Mas duas advogadas, uma em Vitória e outra em Alfredo Chaves, têm mudado a vida de cães e gatos no Estado. Elas já resgataram cerca de 300 animais e os encaminharam para tratamento e, depois, para adoção.
Em Alfredo Chaves, o grupo Amor que Late e Mia tem mudado, há cinco anos, a vida de animais abandonados. “Já resgatamos animais mutilados, cheios de ‘bicho’, cada caso feio que não tem nem como a gente mencionar. Daí eles são castrados, vacinados, vermifugados e todo esse custo é bancado por nós”, diz a advogada de 41 anos Helga Rezende, uma das fundadoras do grupo.
“As pessoas pensam que temos um abrigo para colocar os animais, mas não temos. Eles ficam em nossas casas até conseguirmos um lar. As pessoas precisam acreditar na causa animal e adotar, tirar e cuidar de animais que estão lotando as avenidas”, acrescentou Rezende, destacando a importância da adoção responsável.
Segundo a advogada, o grupo surgiu em 2016 com sete integrantes. Hoje, conta com cinco pessoas e precisa de rifas, bazares, sorteios e doações para custear os resgates e prestar esse serviço.
“Não temos CNPJ e é por isso que pedimos a colaboração com qualquer tipo de doação. Pode ser dinheiro, ração, qualquer coisa. Por mês, não conseguimos juntar nem mil reais, e é muito pouco.”
O dinheiro arrecadado é destinado para o pagamento das dívidas adquiridas em clínicas veterinárias de Guarapari e Cachoeiro de Itapemirim, de acordo com ela.
Já em Vitória, a também advogada Raphaela Moraes, 41 anos, criou um grupo em uma rede social em 2014 para fomentar a importância da proteção de animais abandonados. Hoje, o “AjudoCão” tem mais de 40 mil seguidores, segundo ela.
“Meu primeiro resgate de animal de rua foi aos 14 anos, quando eu ainda morava em Jerônimo Monteiro, onde nasci e morei até minha juventude. Quando me mudei para a Capital para cursar Direito, me envolvi ainda mais na ‘causa animal’”, enfatizou.
Raphaela disse ainda que só em 2021 foram mais de 100 cães e gatos resgatados. “Apenas no último ano foram 108 animais. Ao longo da vida, perdi as contas”.