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Amor e superação na fila de espera por transplante

Qual o local certo para encontrar um novo amor? Há quem procure em redes sociais, na academia ou faculdade. Porém, para a dona de casa Katiucia Rosa ...

Katiucia e Eduardo se conheceram há 9 meses, durante tratamento de hemodiálise, e hoje vivem história de amor

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Qual o local certo para encontrar um novo amor? Há quem procure em redes sociais, na academia ou faculdade. Porém, para a dona de casa Katiucia Rosa Viana, de 43 anos, e o advogado Eduardo Alcantara Duque, 41, a descoberta do amor foi no hospital.

Os dois se conheceram devido ao tratamento de hemodiálise (procedimento que limpa e filtra o sangue) e, juntos, há nove meses, têm superado as dificuldades à espera dos transplantes de rins.

No mês em que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realiza a campanha “Setembro Verde”, em conscientização sobre a doação de órgãos, Katiucia conta que enfrenta há 10 anos o tratamento de hemodiálise, após descobrir a doença renal policística – presença de múltiplos cistos nos rins.

Katiucia e Eduardo se conheceram há 9 meses, durante tratamento de hemodiálise, e hoje vivem história de amor (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

Já Eduardo está há dois anos na fila de espera por um novo rim. Ele também tem o mesmo problema de saúde. Juntos, eles enfrentam três vezes na semana o tratamento de hemodiálise, que tem cerca de quatro horas de duração.

Mas, nessa batalha nem tudo é sofrimento. De acordo com Katiucia, o encontro entre eles aconteceu graças a um vídeo feito no Hospital da Associação dos Funcionários Públicos, em Vitória.
“Fazíamos o tratamento em horário diferente. Durante uma sessão, fizemos uma dança, que teve a participação de outros pacientes, e as enfermeiras mostraram esse vídeo para o Eduardo. Ele me viu e se interessou por mim”, relata.
Após conhecer o advogado em uma das sessões, eles marcaram de sair, e hoje vivem juntos uma história de amor.
Para Eduardo, apesar das dificuldades do tratamento, como não poder beber mais de 500 ml de água por dia, o casal espera com fé pela doação dos rins.
“É importante que as pessoas sejam doadoras de órgãos, porque, após uma morte, infelizmente, não há mais o que fazer. Por isso, nosso pedido é que as pessoas permitam que esses órgãos sejam doados”.
 

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