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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite (paralisia infantil) termina hoje e o Estado não alcançou a meta de cobertura vacinal contra a doença. Por conta disso, o governo do Estado estuda prorrogar a campanha.
A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 95% do público alvo – crianças de 1 a 4 anos. Porém, esse percentual ficou longe de ser alcançado. Dados do painel Vacina e Confia, do governo do Estado, mostram que apenas 52% (119 mil crianças), na faixa etária determinada, receberam o imunizante até ontem. A meta é que 227.010 sejam vacinadas.
O gerente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Orlei Amaral, explicou que o Estado aguarda o posicionamento oficial do Ministério da Saúde se haverá a prorrogação da Campanha. “Estamos aguardando o documento oficial do Ministério da Saúde, porque ainda temos mais de 100 mil crianças que não foram imunizadas”.
Em Cariacica, a vacinadora Jordana Schroder é uma das que atendem as crianças na unidade de Santa Fé e está à espera de mais crianças para serem vacinadas.
A pediatra Karoliny Veronese destacou que o Brasil participa de um acordo internacional para tentar manter o país livre da doença, já que ainda há alguns países endêmicos para a poliomielite, como Paquistão, Afeganistão e Moçambique.
“Para isso, precisamos ter 95% das crianças vacinadas contra a pólio. Essa vacina faz parte do Calendário Vacinal, mas não estamos na meta. Infelizmente, desde o início da pandemia da covid-19, as taxas de vacinação de rotina caíram muito. As famílias não estão levando as crianças para a vacinação de rotina”.
Segundo a pediatra, o medo de expor as crianças e as fake news contra a vacinação são fatores que têm levado à queda das taxas de vacinação no País.
“A campanha é para tentar elevar a taxa de vacinação. Precisamos que, mesmo as crianças que estão com a caderneta em dia, se vacinem para aumentar a proteção e evitar novos surtos”, alerta Karoliny.
Pessoas com a pólio podem apresentar sintomas inespecíficos como febre, dor de garganta, vômitos e dor abdominal, conforme explicou a pediatra Rachel Mocelin. “Pode também evoluir para forma paralítica, podendo causar sequelas permanentes e até a morte. Pode ocorrer ainda perda de força muscular e dos reflexos”.