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Aumenta a adoção de hamster, coelho e pássaros durante a quarentena

Coelho, porquinho da índia, hamster, furão, lagarto, iguana, arara, tartaruga, ring neck, rosela, papagaio... Durante o isolamento social provocado ...

Harrica e os filhos Yasmim e Paulo César se divertem com a calopsita Lilica: “Melhora o nosso humor”, diz a mãe

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Coelho, porquinho da índia, hamster, furão, lagarto, iguana, arara, tartaruga, ring neck, rosela, papagaio… Durante o isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, muitas pessoas estão procurando por uma companhia bem diferente.

Harrica e os filhos Yasmim e Paulo César se divertem com a calopsita Lilica: “Melhora o nosso humor”, diz a mãe (Foto: Beto Morais/AT)Além dos pets mais comuns, como cães e gatos, os animais exóticos estão sendo escolhidos para alegrar residências no Estado.

É o caso do lar da design de sobrancelha Harrica Mirandola, de 37 anos, e do marido, César Augusto, autônomo de 41 anos, em um apartamento em Vera Cruz, Cariacica.

Eles compraram a calopsita Lilica no último dia 2 e a ave já está fazendo muito bem aos filhos Yasmin, de 15 anos, e Paulo César, de 11.

“Meus filhos sempre quiseram ter um bicho de estimação. Minha filha tem alergia a cachorro, mas ama animal. Aí, nesta quarentena, eles estão estudando a distância e insistiram muito”, conta Harrica.

Para atender ao desejo dos filhos, a mãe disse ter optado por um animal mais prático, que desse para ter dentro da nossa casa. “A calopsita é uma distração a mais nesse momento em que estão todos em casa. Melhora no nosso humor. Nos diverte e ajuda bastante”, explica Harrica.

A calopsita já é tão amada na nova casa que Yasmin e Paulo César disputaram a posse dela durante a foto desta reportagem.

“Lilica tem sido muito boa com a gente. Ela interage bastante com todos. Fica nos nossos braços, ombros e dorme no nosso colo. Na hora da foto, quase deu briga porque cada um quer ficar com ela (risos)”, conta a mãe.

“Acho que vou ter que comprar outra (risos). Já estamos cogitando, mas ainda temos que ver como vai ser a questão de adaptação”, adianta.

As calopsitas vivem, em média, de 10 a 15 anos e são oriundas da Austrália. Proprietária da Estima Pet Shop, loja em Cariacica que vendeu Lilica para a família, e estudante de Medicina Veterinária, Jéssica Martins, 29 anos, explica que essa ave ainda é uma opção barata. Lilica, que tem três meses, por exemplo, foi vendida por R$ 50.

“Calopsita é uma boa companhia por ser um animal que você consegue ter contato direto. Pode pegar, ficar com ela e é uma opção mais barata, com ótimo custo benefício. Uma ração que dura um mês custa cerca de R$ 22,90. Cães e gatos demandam mais espaço e mais ração”, compara Jéssica.

Papagaio vira xodó de família

Skye ainda não aprendeu a falar e nem demonstrou seus talentos musicais como outros papagaios, mas já encanta a família da bacharel em Direito Paula Comério, 32 anos, e do marido Humberto, empresário de 41, pais das gêmeas Giulia e Bianca, de quatro anos.

Paula com as filhas e o papagaio (Foto: Acervo Pessoal)Skye é uma papagaia da espécie ecletus, nativa das regiões da Oceania e do sudeste da Ásia.

Ela foi um presente da Paula para o marido, de Dia dos Namorados. Mas acabou sendo uma alegria para toda a família ter uma companhia especial nesta pandemia.

Eles já cuidavam do cachorro Spike, um shih-tzu de cinco anos, e agora Skye, que tem cerca de um ano, trouxe ainda mais alegria para a casa e já tem até time para torcer.

“A gente está apaixonado. Skye é muito boazinha, quietinha, fica no meio da gente. As meninas vivem atrás dela. Ela ainda não fala e nem canta, mas botamos o hino do Palmeiras o dia todo para ela aprender a cantar (risos)”, conta Paula.

Veterinário e proprietário da loja FF Pet Center, Fhelipe Félix Perini lembra que é fundamental que quem queira comprar um animal exótico procure saber mais informações sobre a espécie.

A loja dele vendeu cerca de 10 animais exóticos somente nesta quarentena. Entre eles, aves como papagaio, arara e rosela, além de coelhos, tartarugas e outros.

“É importante ter informações sobre a alimentação adequada, o manuseio do animal e hábitos deles. São animais que vivem muito bem em apartamentos ou em casa. Também é importante levá-los ao veterinário uma vez a cada quatro ou seis meses para uma avaliação, que vai identificar, por exemplo, se há carência de algum nutriente”, explica.


ANÁLISE


“É importante ver se o animal vai se adaptar à nova residência” – Lubiane Pereira Luppi, veterinária especialista em animais silvestres

Lubiane Pereira Luppi, veterinária especialista em animais silvestres (Foto: Acervo Pessoal)“Muitas pessoas optam por ter um animal exótico porque querem um animal que se adapte melhor a um certo ambiente, por exemplo.

Mas também há pessoas que têm gosto exótico mesmo e preferem animais que são diferentes, curiosos, capazes de brincar e trazer alegria do mesmo jeito, como coelhos, porquinhos da Índia, hamster, ferret (furão), cobras, lagartos e iguanas.

A gente acaba se apegando àquele animal, tendo uma rotina de cuidar dele, de alimentá-lo e brincar com ele.

O animal também te faz companhia e a gente vê um carinho e o amor que ele nos dá.

Mas é preciso, antes, ver se ele vai se adaptar onde vai viver. Além disso, cada espécie tem uma alimentação específica. Esse é um cuidado que muita gente não tem.

Muitas pessoas adquirem uma ave exótica, por exemplo, e compram o que tem. Mas cada espécie tem uma necessidade, uma ração extrusada específica, com os nutrientes necessários.

As sementes são gostosas, mas pobres em proteínas, vitaminas e ricas em gorduras. Quanto maiores as gaiolas, melhores para as aves. Também é importante o acompanhamento de um veterinário”.

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