
Henzo Matheus Pinto Elias estava internado em um hospital público. De acordo com o pai da criança, Rômulo souza, um médico boliviano teria recomendado uma dosagem 10 vezes maior que a necessária.
Segundo Rômulo souza, no dia 1º de julho, o menino teve febre e começou a vomitar. Como não conseguia comer e estava debilitado, os pais decidiram levá-lo ao hospital. De acordo com o pai, na unidade de saúde o médico receitou que a criança tomasse dois medicamentos: dipirona e prometazina de 25 miligramas, um remédio que para alergia.
O pai disse que levou o bebê para casa e que ele foi medicado segundo a orientação médica. No segundo dia, a criança piorou muito e foi levada de novo ao hospital. Henzo foi internado às pressas e o médico chamou o pai para checar a receita. O pai levou uma cópia e guardou a prescrição original. Ainda de acordo com ele, após ler a receita o médico teria informado que havia errado na dosagem e alterou a prescrição de 25 para 2,5 mg.
O pai ficou revoltado e continuou acompanhando a situação do filho, que acabou morrendo seis dias depois vítima de hemorragia intracraniana e edema cerebral.
A família acusa o profissional de erro médico e negligência. O Ministério Público foi acionado e descobriu que o boliviano não poderia atuar no Brasil porque não possui registro junto ao Conselho.
A prefeitura de Santo Antônio do Içá disse que o médico já fez parte do quadro do hospital, mas atualmente estava como voluntário, devido a falta de profissionais.