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Saúde

“Câncer de estômago pode ser evitado”, afirma médica

Especialista explica que alimentação mais natural, atividade física e sono regular já poderiam evitar grande parte dos casos

A médica Roseane Bicalho disse que 90% dos casos não são hereditários

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Trabalho, cuidados domésticos, burocracias cotidianas, reuniões e compromissos sociais. Diante da rotina atarefada, o estilo de vida saudável fica em segundo plano e dá espaço a hábitos ruins associados a inimigos silenciosos, como o câncer no aparelho digestivo. 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que mais de 20% dos cânceres registrados no Brasil estão localizados no aparelho digestivo, principalmente no estômago e no cólon. 

Médicos apontam que, em mais de 70% dos casos, os casos não são de origem familiar.

 O 4º Congresso Capixaba do Aparelho Digestivo, que acontece em Vitória e termina hoje, traz discussões que abordam prevenção e tratamentos  contra doenças que afetam o sistema. Médicos debatem formas de transformar essa realidade brasileira.       

A médica gastroenterologista Roseane Bicalho explica que a prevenção primária, com hábitos de vida saudáveis, como alimentação com base in natura, atividade física e sono regular, já poderia evitar grande parte dos casos de câncer do estômago e do intestino. 

“Cerca de 90% dos casos de câncer do estômago são de origem esporádica, ou seja, sem hereditariedade. Os alimentos ultraprocessados e defumados, o excesso de carne vermelha, o tabagismo, o álcool e o estresse são os principais vilões desse alto índice. O câncer de estômago pode ser evitado”.

Em 2020, o câncer de estômago foi o quarto mais diagnosticado entre homens brasileiros, de acordo com o Datasus. 

O câncer colorretal foi o terceiro em taxa de  mortalidade tanto para homens quanto para mulheres, aponta o levantamento. 

Distúrbios

Outros problemas intestinais, como indigestão, constipação e a síndrome do intestino irritado, estão se tornando mais frequentes entre a população brasileira, aponta o  médico nutrólogo Roger Bongestab.

O especialista explica que o tratamento ideal para os sintomas deve ser individualizado, a depender das características da flora intestinal de cada pessoa. A má alimentação está por trás do crescimento.

“A alimentação está diretamente associada à microbiota do intestino (ou flora intestinal). O que comemos direciona quais bactérias, boas ou ruins, vão prevalecer dentro do intestino e quais serão os sintomas de cada pessoa. A análise de microbiota permite direcionar o tratamento desses distúrbios”.

SAIBA MAIS

Números

– Mais de 20% dos cânceres registrados no Brasil estão localizados no aparelho digestivo, principalmente no estômago e no cólon.

– O câncer colorretal é o terceiro em taxa de mortalidade do País.

– Estima-se um aumento de até 60% da incidência e da mortalidade por câncer colorretal no mundo até 2030.

Prevenção

– A prevenção primária ao câncer do estômago e ao câncer colorretal está relacionada a hábitos de vida saudáveis, como alimentação adequada, atividade física e sono, por exemplo.

– A prevenção secundária é relacionada à realização de exames, como o exame de sangue oculto e a colonoscopia, por exemplo.

– O diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e maiores chances de cura.

Fonte: Especialistas consultados.

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