|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:
O diagnóstico do câncer é um momento delicado e que mexe não só com o paciente, mas também com todo o seu núcleo familiar. Por ser uma doença grave, dependendo do tipo de tumor e da parte do corpo onde ele está localizado, seu tratamento requer muitas doses de paciência, fé e amor.
Essas três palavras fizeram tanto sentido na vida da advogada Juliana Davel Padoani, de 36 anos, que luta há quase cinco contra um carcinoma her2+( câncer de mama), que ela e o marido, o gerente comercial Willian Ghisolfi, de 37 anos, decidiram se casar após alguns anos de relacionamento.
“A gente se casou no dia 10 deste mês, na Paróquia Bom Pastor, na Praia da Costa, onde recebemos a benção do padre. Conseguimos concretizar um sonho de 2016, que foi adiado devido ao meu tratamento contra o câncer”, contou Juliana.
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: true
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:
Após o aparecimento do primeiro tumor, em setembro de 2017, quando ela e o até então noivo moravam na Inglaterra, a advogada já tratou outros 12 carcinomas. Eles apareceram em várias regiões do corpo, sendo seis deles no cérebro.
“Desde o primeiro tumor, ainda lá na Inglaterra, eu precisei fazer vários ciclos de quimioterapia. Até descobri, depois de um tempo, que estava com 4 tumores no cérebro. Fiz uma cirurgia para retirada de um deles e tratei os outros restantes. Ao todo, foram cerca de 12 tumores tratados, e hoje eu trato outros dois, que apareceram em 2020”, disse.
Durante o tratamento feito na Inglaterra, Juliana contou que passou por algumas situações delicadas, entre elas a de uma gravidez não planejada e que, segundo os médicos, complicariam seu estado de saúde.
“Eles explicaram que a gravidez poderia aumentar o meu tumor por conta dos hormônios e que o mais seguro seria eu abortar. Um médico disse para meu marido que ele perderia a esposa e o filho em três meses”, disse.
Triste com a notícia, a advogada lembrou que buscou forças na religião para não interromper a gravidez.
“Continuei firme, confiando em Deus. Com 15 semanas de gestação, iniciei o tratamento de quimioterapia. Meu filho se desenvolveu normalmente, nasceu e hoje está bem”, destacou.
Para fortalecer quem também passa pelo mesmo problema, Juliana lançou um ebook. “Conto a minha história e dou orientações para quem passa por isso. O livro já está disponível”.
“Médica disse que não passaria do Natal”, Juliana Davel Padoani, advogada
Por ser um tipo de câncer que se espalha por outras regiões do corpo, o carcinoma her2 +, que teve a advogada Juliana Davel Padoani, 36, foi parar na região do cérebro dela. Devido à gravidade da doença, ela chegou a ser desenganada por uma médica, na Inglaterra.
“Falou que eu não passaria do Natal de 2021”, disse em entrevista a reportagem de A Tribuna.
A Tribuna: Como você descobriu o câncer?
Juliana: Foi em 2017, após sentir o primeiro caroço e investigar o que era.
A Tribuna: Como foi receber essa notícia?
Juliana: Foi um choque. A gente ficou com medo, mas as coisas foram acontecendo.
A Tribuna: Logo começou o tratamento?
Juliana: Sim. Após 15 dias do início do tratamento, eu descobri um outro tumor na região do fígado.
A Tribuna: E sua reação?
Juliana: Dessa vez foi menos impactante do que o primeiro tumor.
A Tribuna: E quando surgiu a gravidez?
Juliana: Eu comecei o tratamento com a radioterapia, quando uma médica insistiu muito para eu fazer o teste de gravidez. Já estava dentro da sala de radioterapia quando uma enfermeira entrou e mandou parar tudo porque eles tinham visto no exame que eu estava grávida.
A Tribuna: E o que seus médicos disseram?
Juliana: Minha médica disse que o ideal era que eu abortasse, pois atrapalharia o tratamento. Consultei outro médico e ele disse para meu marido que eu e o bebê morreríamos em até 3 meses. Mas insisti, e meu filho se desenvolveu e nasceu saudável, em 2018. Leonardo está com 4 anos.
A Tribuna: E como você está hoje?
Juliana: Depois que meu filho nasceu, descobri mais 4 tumores na cabeça. Fiz uma cirurgia e tratei eles. Só que surgiu mais um tumor em 2020. Inclusive, uma médica chegou a falar que eu não passaria do Natal de 2021 e aqui estou.
A Tribuna: E a ideia do casamento?
Juliana: Era um sonho de 2016 e que precisei pausar por conta da doença. Ainda estou tratando o tumor, mas dessa vez ele não me impediu de casar.
A Tribuna: Resume em uma palavra seu sonho hoje?
Juliana: Cura.
A Tribuna: Uma vontade?
Juliana: Voltar a trabalhar e me sentir mais útil.
A Tribuna: Algo que você aprendeu a valorizar na vida que antes não valorizava?
Juliana: Reunião com a família, amigos. Poder ir à praia, pegar sol, tomar banho em pé e sentir a água cair na cabeça (antes eu não podia).
A Tribuna: O que falaria para quem está descontente com a vida?
Juliana: Para nunca perder a fé. Segure nas mãos de Deus e, com medo ou sem medo, vá em frente. Deus tem propósitos para cada um aqui na Terra.
Avanço da medicina dá esperança, diz oncologista
Para a médica oncologista Kitia Perciano, o sucesso no combate aos doze tumores cancerígenos que teve a advogada Juliana Davel Padoani, de 36 anos, se deve ao avanço da medicina.
Ela explicou que, apesar de grave, e por se desenvolverem em regiões delicadas do corpo, como o cérebro, o tipo de câncer da advogada é muito bem controlado pelas medicações e tratamentos fornecidos em todo o mundo.
“Com todo esse avanço da medicina, ele se tornou um dos tumores mais curáveis. É possível ter uma doença totalmente controlável”.